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A Copa do Mundo trará 99,2 milhões de consumidores para as compras, segundo a CNDL/SPC Brasil

47% pretendem adquirir produtos licenciados.41% dos consumidores farão apostas em plataformas de "apostas"

Da Redação Repórter PB

20/05/2026 às 16:35

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Imagem Seleção dos preços baixos

Seleção dos preços baixos ‧ Foto: divulgação

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A Copa do Mundo é muito mais do que um torneio de futebol para brasileiros; é um fenômeno cultural que muda a rotina das cidades e o comportamento do consumidor. À medida que a Copa do Mundo de 2026 se aproxima, novas pesquisas revelam a força dessa tradição: estima-se que cerca de 99,2 milhões de consumidores pretendam fazer compras para participar desse evento. A pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Gestores de Lojas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que 60% dos consumidores pretendem adquirir produtos ou serviços para a Copa do Mundo de 2026.

O estudo reforça que os brasileiros mantêm o hábito de transformar os jogos em experiências coletivas, uma vez que 97% assistirão os jogos coletivamente, principalmente com a família (77%) e amigos (60%). Apenas 3% dos entrevistados pretendem assistir às partidas sozinhos. Oito em cada dez entrevistados (86%) pretendem assistir em casa, 46% na Rua – neste grupo, os locais mais desejados são casas de amigos ou familiares (40%), bares e/ou restaurantes (32%) e telões nas ruas (11%).

Os itens mais populares para consumo serão bebidas não alcoólicas (68%), lanches (62%), carnes para churrasco (60%) e cervejas (59%).

O uniforme dos ventiladores é prioridade para 61% dos consumidores, que planejam comprar camisas oficiais ou temáticas, além de acessórios como bandeiras e buzinas (42%).

Para o varejo, a Copa do Mundo funciona como um "segundo Natal" fora de temporada. O movimento é intenso tanto no ambiente físico quanto no digital O varejo físico continua sendo o destino soberano dos itens para consumo imediato, com 89% de preferência, principalmente nos supermercados (70%) e lojas de bairro (33%).

67% farão compras on-line, com 51% fazendo suas compras usando aplicativos de entrega e 42% em lojas on-line.

O setor de serviços também está colhendo os frutos, com destaque para a entrega de alimentos e bebidas (61%) e movimentação em bares e restaurantes (39%). Os principais critérios para os fãs escolherem um bar ou restaurante para assistir aos jogos são o preço da comida (37%), um local bem frequentado (34%), a qualidade das bebidas e alimentos (34%) e o preço das bebidas (33%).

O gasto médio por consumidor é estimado em R$ 619,00, valor que sobe para R$ 784,00 entre as classes A e B.

74% dos torcedores afirmam dar preferência às marcas que apoiam a seleção brasileira. O evento é uma vitrine estratégica para os patrocinadores Cerca de 53% dos fãs dizem que dão preferência a marcas que apoiam a seleção brasileira, desde que os preços sejam acessíveis. Enquanto 21% declaram lealdade aos patrocinadores independentemente do preço

No que diz respeito à origem dos produtos, o mercado oficial ganha terreno devido à percepção de valor: 47% pretendem adquirir produtos licenciados, motivados por uma qualidade e durabilidade superiores (57%) em relação aos artigos falsificados.

Apenas 6% assumem a compra de falsificações. O principal obstáculo ao produto original é o alto custo (35%). Além disso, 17% acreditam que a qualidade é equivalente. Adicionalmente, 19% revelam indiferença em relação à origem ou originalidade do produto no momento da compra.

"a Copa do Mundo de 2026 reafirma sua posição como um dos principais catalisadores do varejo brasileiro. O evento desperta um comportamento do consumidor profundamente enraizado na tradição cultural do país, onde o ato de torcer é, essencialmente, uma experiência coletiva e comemorativa. Para o comércio e serviços, isso representa uma oportunidade de ouro: a necessidade de os brasileiros se encontrarem em casa ou em estabelecimentos comerciais gera uma demanda em cadeia, consolidando o período como um pilar estratégico para a receita anual do setor", destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Para garantir a festa sem filas, 44% dos consumidores planejam antecipar suas compras em mais de uma semana. No que diz respeito ao pagamento, a modernidade dita o ritmo: o PIX consolidou-se como a principal forma de pagamento (57%), refletindo a digitalização financeira do país, num cenário onde 90% dos fãs pretendem fazer suas compras em dinheiro.

Apostas e o cenário de risco para finanças pessoais

O envolvimento com apostas financeiras será uma marca forte da Copa do Mundo de 2026, com 41% dos consumidores pretendendo fazer apostas em plataformas de "apostas". Esse comportamento é mais prevalente entre homens e classes A/B. Além das plataformas digitais, os tradicionais "bolões" entre amigos mantêm sua relevância social, atraindo 14% dos entrevistados.

No entanto, o estudo levanta um alerta sobre a saúde financeira dos torcedores brasileiros, uma vez que 61% dos consumidores que planejam gastar durante a Copa do Mundo já têm dívidas pendentes.

Dentre esse grupo endividado, 70% têm "nome sujo" (negativo). Para muitos, o jogo não é mais apenas entretenimento 74% daqueles que fazem apostas vêem as apostas como uma maneira de pagar as dívidas pendentes.

Desse total, 31% concordam totalmente com a prática, vendo-a como uma oportunidade real de liquidação financeira, enquanto 43% concordam parcialmente, tratando-a como uma tentativa de "tentar a sorte" com esse objetivo.

Essa mentalidade se reflete na alocação de possíveis ganhos. Se ganharem, a prioridade de 39% dos apostadores é reinvestir o dinheiro no próprio jogo para tentar alavancar os ganhos. Outras intenções incluem gastos com lazer e luxo (36%), compra de bens como eletrônicos e roupas (34%) e pagamento de dívidas (34%).

"O fenômeno das apostas esportivas para esta Copa do Mundo introduz uma camada de complexidade e risco financeiro que requer atenção extra. Observamos uma tendência preocupante onde as apostas deixam de ser mero entretenimento e são vistas por uma parcela significativa da população como uma estratégia de sobrevivência ou ‘tábua de salvação’ para saldar dívidas pendentes. Esse comportamento, associado ao alto índice de resultados negativos entre os potenciais consumidores, aponta para uma vulnerabilidade econômica latente, onde a esperança de liquidação financeira por meio da sorte pode acabar aprofundando o ciclo de endividamento de muitas famílias brasileiras", alerta o presidente da SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

Metodologia

Público-alvo: Consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com 18 anos ou mais, de todas as classes econômicas (excluindo analfabetos) e que pretendem gastar em produtos e/ou serviços para a Copa do Mundo de 2026.

Método de coleta: Pesquisa realizada via web e pós-considerada por gênero, idade, renda e escolaridade.

Amostra: 916 casos em uma primeira pesquisa para identificar a porcentagem de pessoas que pretendem gastar para a Copa do Mundo de 2026. Em seguida, 600 casos continuaram sendo respondidos no questionário, apenas com aqueles que pretendiam gastar nessa data. Resultando, respectivamente, numa margem de erro global de 3,2 pp e 4,0 pp para um intervalo de confiança de 95%

Data de coleta de dados: 27 de abril a 5 de maio de 2026.

Fonte: Marina Barbosa

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