
05/03/2026 às 06:50
Após 19 anos de tramitação no Congresso Nacional, o Senado aprovou, nessa quarta-feira (04), o Projeto de Lei 5811/2025, que expande a licença-paternidade e institui o salário-paternidade como benefício previdenciário.
A proposta, que agora depende apenas da sanção do presidente da República, busca promover a igualdade de gênero e garantir a presença ativa dos pais nos primeiros dias de vida ou adoção dos filhos.
A nova legislação estabelece uma implementação progressiva do período de afastamento, conforme o cronograma abaixo:
10 dias nos dois primeiros anos de vigência;
15 dias no terceiro ano;
20 dias a partir do quarto ano.
Além da extensão do prazo, o texto garante a estabilidade no emprego para o pai durante e logo após a licença, além de permitir a divisão do período de usufruto do benefício. A relatora, senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), destacou que a medida corrige uma dívida histórica com as famílias brasileiras, enquanto o relator na Câmara, Pedro Campos (PSB-PE), enfatizou que o cuidado no nascimento é um direito fundamental previsto desde a Constituição de 1988.
A mudança também impacta o mercado de trabalho ao equiparar as responsabilidades de cuidado entre homens e mulheres, reduzindo estigmas de gênero nas contratações.
Fonte: Repórter PB
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