
09/02/2026 às 14:30
A Justiça paraibana analisa, nesta terça-feira (10), o pedido de Habeas Corpus do influenciador Hytalo Santos e de seu companheiro, Israel Vicente.
Presos preventivamente desde agosto do ano passado, ambos são réus em um processo que investiga a suposta utilização de menores para a promoção de "adultização infantil". A defesa sustenta que a manutenção da prisão é desproporcional e configura constrangimento ilegal.
O principal argumento dos advogados Felipe Cassimiro, Fabian Calderaro e Victor Hugo Mosquera é o excesso de prazo. Segundo a defesa, a instrução processual (fase de coleta de provas e depoimentos) foi encerrada em 12 de novembro de 2025, o que esvaziaria a necessidade da prisão para garantir o andamento do caso. Além disso, alegam que a demora para a sentença não deve ser creditada aos réus, citando atrasos do Ministério Público e períodos de férias da magistratura.
A defesa também reforça que os influenciadores são réus primários, possuem residência fixa e ocupação lícita. Argumentam, ainda, que o bloqueio judicial de todos os bens e valores do casal impede qualquer tentativa de fuga ou uso de poder econômico para interferir no processo. Como alternativa à prisão, os advogados sugerem a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o banimento temporário das redes sociais.
O julgamento ocorre sob forte expectativa, mas a defesa pondera que o clamor social não deve pautar decisões judiciais. A expectativa é que o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) siga jurisprudências anteriores que priorizam a liberdade em casos de instrução concluída e demora injustificada na prolação da sentença.
Fonte: Repórter PB
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