
22/07/2026 às 15:00
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2026.
Publicado no Informe Conjuntural do 2º Trimestre nesta quarta-feira (22), o relatório aponta um avanço moderado impulsionado pela indústria extrativa e pelo agronegócio, contido pela manutenção de juros elevados, pressão inflacionária e incertezas fiscais.
No panorama setorial, a entidade elevou a projeção para a indústria (de 1,6% para 2,1%) e para o agronegócio (de 1,1% para 1,8%), este último impulsionado por estimativas de safra recorde de grãos. Em contrapartida, a estimativa do IPCA subiu para 5%, influenciada pelo aumento de custos de insumos e combustíveis decorrentes das tensões no Oriente Médio. Diante do quadro inflacionário e da previsão de déficit primário de R$ 55,3 bilhões, a CNI projeta um alívio menor na taxa Selic, que deve encerrar o ano em 13,75%.
Apesar do otimismo com o superávit comercial estimado em US$ 77,9 bilhões, o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, alertou que o avanço das importações e os custos de produção ainda fragilizam a indústria de transformação.
O encerramento do exercício de 2026 dependerá, segundo a confederação, da capacidade de contenção do endividamento público e da estabilização dos gargalos no comércio exterior.
Fonte: Repórter PB
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