
27/05/2026 às 06:40
O Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o placar de 2 a 0 contra as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional que visam flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. O segundo voto foi proferido nessa terça-feira (26) pelo ministro Luiz Fux, que acompanhou o posicionamento contrário da relatora do caso, ministra Cármen Lúcia.
O julgamento ocorre em plenário virtual e está previsto para ser concluído na próxima sexta-feira (29).
A Corte analisa uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo partido Rede Sustentabilidade contra a Lei Complementar 219 de 2025. A legislação questionada abranda as regras de inelegibilidade, fixando em 12 anos o prazo máximo de punição para políticos condenados em múltiplos processos de improbidade administrativa. Caso o STF valide a flexibilização proposta pelo Legislativo, figuras políticas de expressão nacional como os ex-governadores Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e José Roberto Arruda, além do ex-deputado Eduardo Cunha, poderiam recuperar o direito de disputar cargos públicos.
Outro ponto central da disputa jurídica é a alteração do marco temporal para a contagem da inelegibilidade de oito anos. O texto aprovado pelo Congresso estabelece que o prazo comece a contar imediatamente a partir da data da condenação.
Na regra atual, defendida pelos ministros que já votaram, a contagem dos oito anos de punição só tem início após o réu cumprir integralmente a pena imposta pela Justiça. Restam os votos de oito ministros para a definição do julgamento.
Fonte: Repórter PB
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