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Crise no Banco Master expõe fragilidade, mas BC diz que sistema absorveu impacto

A posição foi apresentada nesta segunda-feira (25), durante a divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira

Da Redação Repórter PB

25/05/2026 às 16:16

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Banco Central do Brasil ‧ Foto: Geração do IA

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O Banco Central avaliou que a liquidação do Banco Master não trouxe riscos relevantes ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) e que os efeitos provocados pela crise da instituição foram absorvidos sem impacto significativo ao mercado bancário brasileiro.

A posição foi apresentada nesta segunda-feira (25), durante a divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira. No documento, a autoridade monetária sustenta que os mecanismos de proteção financeira funcionaram normalmente após a quebra do banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

Segundo o BC, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) conseguiu atuar de forma eficiente no ressarcimento dos clientes da instituição. O relatório ainda aponta que grande parte dos recursos devolvidos aos correntistas acabou migrando para bancos de maior porte, comportamento considerado comum em momentos de instabilidade no setor financeiro.

Mesmo com as investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, fraudes e outras irregularidades ligadas ao Banco Master, o Banco Central afirma que o nível de confiança no sistema bancário brasileiro segue elevado. Um levantamento citado pela própria autoridade monetária indica que 78% dos agentes consultados demonstram confiança alta ou total na estabilidade financeira do país.

O relatório também chama atenção para o aumento do custo do crédito no Brasil. De acordo com os dados apresentados, o Índice de Custo de Crédito (ICC) avançou de 19,84% em 2024 para 20,93% em 2025, reflexo direto da política de juros elevados adotada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no combate à inflação.

Recentemente, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia minimizado os impactos envolvendo o Banco Master ao comparar a instituição a um “time da terceira divisão” do sistema bancário nacional. Na ocasião, ele também confirmou o afastamento de servidores investigados por supostas consultorias informais relacionadas ao banco, destacando que as apurações seguem em andamento.

Fonte: Repórter PB

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