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Operação

PF cumpre mandados de busca na Câmara em investigação sobre atuação de ex-assessora de Arthur Lira

Há diversos procedimentos em curso na Corte sobre uso irregular desses recursos.

Da Redação Repórter PB

12/12/2025 às 13:30

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Congresso Nacional ‧ Foto: Reprodução

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A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (12), buscas na Câmara dos Deputados como parte de uma investigação que envolve Mariângela Fialek, a “Tuca”, ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL). A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apura possíveis irregularidades no direcionamento de emendas do chamado “orçamento secreto”.

Segundo a PF, Tuca teria encaminhado ofícios a comissões internas determinando a liberação de recursos, sobretudo para Alagoas, atendendo interesses do então presidente da Câmara. O avanço da investigação ocorreu após o depoimento de seis parlamentares e de uma servidora, que relataram a atuação da ex-assessora na distribuição das verbas.

Embora já tivesse tido o sigilo telemático quebrado, a PF pediu novas diligências ao constatar que não havia registros de conversas salvos em aparelhos ou nuvens de armazenamento. O ministro Flávio Dino destacou que a suspeita de que ela teria evitado backups digitais justificava a busca por documentos físicos no gabinete que ocupa atualmente, ligado à presidência do PP.

O STF já determinou, em outra ação relatada por Dino, que o Congresso adote transparência na destinação das emendas, proibindo práticas associadas ao orçamento secreto. Há diversos procedimentos em curso na Corte sobre uso irregular desses recursos.

A PF também apontou que Tuca ocupou, desde 2020, funções estratégicas em órgãos públicos por indicação de Lira, o que teria facilitado a manipulação de verbas. Os investigadores mencionaram ainda anotações manuais que coincidem com a transferência de recursos entre municípios, classificando o método como um “controle de orçamento feito à base de conta de padaria”.

Fonte: Repórter PB

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