
24/09/2026 às 16:11
O Tribunal Superior Eleitoral barrou a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal. O plenário rejeitou por cinco votos a dois o recurso que pretendia mantê-lo na disputa. Dessa forma, venceu o voto do ministro Dias Toffoli, relator do processo.

Arruda tentava reverter uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do DF. A Corte rejeitou a candidatura dele por causa de condenações por corrupção quando ele era governador, em 2009.
A defesa alegou que mudanças na Lei da Ficha Limpa, no ano passado, permitiam que ele concorresse. Isso porque as condenações são conexas, logo o período de inelegibilidade deveria ser contado apenas da primeira condenação. Assim, ele já estaria livre para a disputa.
Durante o julgamento, José Eduardo Cardozo, advogado de Arruda, afirmou que ainda existem dúvidas sobre a aplicação da lei.
"Estamos dando uma interpretação ampliativa para restrição de direitos. É aquela velha máxima, senhor presidente, na dúvida, que prevaleça a democracia".
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, lembrou as condenações de Arruda para defender que a candidatura fosse barrada.
"O candidato recorrente acumula sete condenações colegiadas por atos dolosos de improbidade administrativa, todas com reconhecimento de lesão ao erário e enriquecimento ilícito."
Ao votar, o ministro Dias Toffoli argumentou que, apesar das mudanças, os motivos de inelegibilidade permanecem, como as condenações colegiadas.
Já no caso de Dr. Furlan, que concorre ao governo do Amapá (PSD) o julgamento sobre a candidatura dele foi suspenso após pedido de vista do ministro André Mendonça. Toffoli, relator dessa ação, votou para rejeitar o registro.
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