
24/09/2026 às 11:26
O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou o bloqueio de R$ 2,7 bilhões em bens de ex-altos dirigentes do BRB, o Banco de Brasília. O ex-presidente Paulo Henrique Costa e quatro diretores.

Agora, eles terão o prazo de 30 dias para se manifestar. E o BRB terá 24 horas para encaminhar relatório de auditoria independente e mais 15 dias para dar explicações.
É um bloqueio cautelar que vai durar um ano e o recurso será usado, segundo o TCDF, para ressarcimento dos cofres públicos.
O atual presidente do Banco, Nelson Antônio de Souza, terá também 30 dias para justificar o descumprimento de pedidos anteriores do Tribunal de Contas com esclarecimentos e documentação. Até o momento, o BRB encontra-se em desconformidade regulatória, por não ter cumprido os prazos legais para a apresentação de balanço operacional e patrimonial, que não são publicados desde o ano passado.
O caso é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. Há suspeita de que ex-dirigentes do banco receberam vantagens indevidas para autorizar a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master, em valor que pode ultrapassar os R$ 12 bilhões.
O tamanho real do rombo ainda não foi revelado.
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