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PGE-RJ aciona Justiça por perdas do Rioprevidência

Rádio Agência

17/07/2026 às 12:43

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A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) entrou na Justiça nesta quinta-feira (17) para apurar prejuízos milionários sofridos pelo Rioprevidência, o Fundo Único de Previdência Social do Estado.

Segundo a Procuradoria, as perdas envolvem cerca de R$ 641 milhões em recursos públicos aplicados em fundos administrados pelo Grupo Master, que atualmente está em processo de liquidação extrajudicial.

As ações judiciais têm como foco investimentos feitos pelo Rioprevidência em dois fundos ligados ao conglomerado: o Revolution e o Texas I FIA.

De acordo com a PGE, o prejuízo relacionado ao fundo Texas I FIA estaria ligado a uma operação considerada uma espécie de compra coordenada de ações da empresa Ambipar. A acusação é de que, entre julho e agosto de 2024, a gestora Trustee DTVM, citada em investigações sobre suposta lavagem de dinheiro, teria adquirido grandes quantidades desses papéis por meio de fundos de investimento, provocando uma valorização artificial das ações.

A Procuradoria afirma, ainda, que o Rioprevidência teria sido alvo de uma estratégia montada pela administração e pela gestão do Texas I FIA, que comercializou cotas de um fundo sustentado por um ativo considerado sem fundamentos econômicos consistentes.

O documento também destaca que o fundo ficou fora dos parâmetros exigidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em novembro de 2025. Na ocasião, apenas 31% do patrimônio estava aplicado em ações, percentual inferior aos 67% exigidos para fundos dessa categoria.

Já no caso do fundo Revolution, a PGE aponta que a gestora Acura aprovou mudanças no regulamento de um fundo investido que teriam prejudicado os cotistas, entre eles o próprio Rioprevidência, detentor de 10,7% da participação. As alterações incluíram a renúncia a direitos de voto e a ampliação em quatro anos do prazo de amortização dos investimentos.

Os valores cobrados nas medidas cautelares ultrapassam R$ 616 milhões. A Procuradoria pede o bloqueio de diversos bens dos envolvidos, incluindo imóveis, veículos, ações, marcas, embarcações, aeronaves e até criptomoedas.

 

*Com informações da Agência Brasil 

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