
30/06/2026 às 20:39
O governo federal anunciou, nesta terça-feira (30), a retirada gradual de parte dos subsídios criados para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A primeira medida cancelada é a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, concedida desde o fim de maio.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a decisão foi possível porque o preço internacional do petróleo voltou aos patamares anteriores à crise no Oriente Médio.
"Nós estamos tomando aqui a decisão e anunciando que, a partir de amanhã, portanto, a partir do mês de julho, já estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, já gerando efeitos de imediato. A gente não vai parar por aqui. Nós estamos em avaliação da outra subvenção do diesel, que é uma subvenção de R$ 1,12, e também, em especial, da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina."
Como explicou o ministro, neste primeiro momento, continuam valendo os outros subsídios ao diesel, à gasolina e ao gás de cozinha, além da desoneração de tributos sobre biodiesel e querosene de aviação. Mas o governo já sinaliza que a redução à gasolina deve ser anunciada em breve, conforme os preços se estabilizem.
A equipe econômica também associou a medida ao ajuste fiscal. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que, com o petróleo mais barato, caiu a arrecadação extra com os royalties, o que torna necessário reduzir os subsídios para preservar a meta de resultado primário de 2026.
A ANP, Agência Nacional do Petróleo, informou que a retirada foi planejada dessa forma para não provocar impacto relevante nos preços pagos pelo consumidor final.
*Com reportagem de Pedro Lacerda
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