
19/06/2026 às 08:40


Segundo um dos idealizadores do projeto, Elton de Souza Pinheiro, o objetivo é fortalecer a conexão entre artistas e comunidade. Autor de livros de terror sobre o subúrbio do Rio, Elton conta que não existiam muitos espaços culturais voltados para comunidades durante sua infância.
“O festival tem essa preocupação de dizer 'olha, esses artistas aqui chegaram, e a gente pode ir junto'. E como é que a gente vai junto? O festival nasce também com a proposta de inspiração, de inspirar esses jovens, essas crianças, e dizer que existem oportunidades e que há fomento a partir do nosso conhecimento de território de favela”.
Ao todo, 15 autores já confirmaram presença para integrar as mesas de bate-papo, encontrar os leitores e também autografar livros. Durante a feira, cerca de 300 exemplares vão ser distribuídos.
Entre os convidados está o escritor Júlio Emílio Braz, que vai apresentar o livro Pretinha, Eu. Na história, a personagem Vânia é a primeira aluna negra de um colégio de elite do Rio e precisa lidar com diversas situações.
O evento também reúne lideranças periféricas para debater sobre território, protagonismo e economia criativa. Cintia Sant'Anna, fundadora do Instituto Entre o Céu e a Favela e liderança comunitária do Morro da Providência, participa da mesa “Produção de Favela – Quem Ganha com Nossa Arte?”.
O projeto Conta Conto começou em 2021, como um encontro entre contadores de histórias, idealizado por Elton de Souza Pinheiro, nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Leandro Pedro, do Morro do Turano, zona norte do Rio de Janeiro.
Após mais de 20 edições realizadas em diversos municípios do Rio, eles chegaram à conclusão de que o evento precisava crescer.
“Quando a gente vê que o espaço está cheio, que o espaço periférico está lotado de crianças, está lotado de pais, estão sedentos por isso, também é muito importante. A gente vê que o fomento desse tipo de evento pode trazer efetivamente público”, finalizou.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.
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