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PF aponta continuidade de esquema após operação Compliance Zero

Rádio Agência

17/06/2026 às 12:42

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Mesmo após duas fases da operação Compliance Zero, o pai de Daniel Vorcaro continuou acionando o grupo que fazia ameaças a desafetos do ex-dono do Banco Master.

De acordo com relatório da Polícia Federal (PF), esse grupo, conhecido como “A Turma”, era composto por pelo menos três policiais federais e um bicheiro do Rio de Janeiro, e tinha Henrique Vorcaro, junto com o filho, como solicitante, beneficiário e operador financeiro.

A primeira fase da operação Compliance Zero aconteceu no dia 18 de novembro de 2025.

No dia 6 de janeiro deste ano, Henrique trocou mensagens com Marilson Roseno, policial federal aposentado que atuaria como líder da Turma, segundo a PF. Marilson cobrava o pagamento, até quinta-feira, de um serviço prestado pelo grupo. Henrique prometeu o pagamento de 400 mil reais. Segundo a PF, o valor corresponde exatamente ao repassado por Daniel Vorcaro para ser dividido entre “A Turma” como pagamento mensal.

Três dias depois, em 9 de janeiro, Henrique Vorcaro escreveu a Marilson: “no momento em que estou é que preciso de vocês”. Recebeu como resposta: “nos ajude para podermos lhe ajudar”. Marilson ainda disse que faltava boa vontade dos líderes do esquema para pagar o que deviam ao grupo.

No dia 14 de janeiro ocorreu a segunda fase da Compliance Zero. Um mês depois, em fevereiro, Marilson Roseno voltou a cobrar Henrique e disse que a prestação de serviços também sofreria atrasos até que os pagamentos fossem quitados. O pai de Vorcaro respondeu que era ele mesmo quem estava precisando de ajuda, segundo a PF, por causa dos avanços da operação.

Henrique Vorcaro e Marilson Roseno já estão presos preventivamente.

A defesa de Henrique Vorcaro negou que ele tenha se envolvido com ilícitos atribuídos à chamada “Turma”. Segundo os advogados, as conversas registradas tratavam de créditos regulares da venda de terreno e participação em empreendimentos imobiliários. Para eles, o contexto e sentido dos diálogos já foram comprovados à Justiça; por isso, a defesa confia que as suspeitas em breve vão ser afastadas.

Já o escritório Luciano Lopes Advocacia, que defende Marilson, informou em nota que não vai se manifestar. Acrescentou que a defesa técnica será restrita aos autos do processo e às autoridades judiciárias competentes.

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