
17/06/2026 às 13:11
Uma manifestação pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em favor da reeleição do senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo (MDB) passou a ser analisada sob a ótica da legislação eleitoral e pode resultar em multa por propaganda antecipada. A avaliação foi divulgada pela Folha de São Paulo, com base em especialistas em direito eleitoral.
No vídeo citado, Lula afirma ser necessário “reconduzir” Veneziano ao Senado e relaciona a permanência do parlamentar ao fortalecimento da governabilidade em um eventual novo mandato presidencial em 2026. O conteúdo da declaração levantou questionamentos jurídicos sobre eventual pedido explícito de voto fora do período permitido pela Justiça Eleitoral.
De acordo com advogados ouvidos pela reportagem, a conduta pode ser enquadrada, em tese, como propaganda eleitoral antecipada, cuja penalidade prevista varia entre R$ 5 mil e R$ 25 mil. Os especialistas destacam ainda que qualquer eventual punição dependeria da apresentação de representação formal à Justiça Eleitoral.
Eles avaliam, no entanto, que em caso de condenação, a tendência seria aplicação da multa no patamar mínimo, especialmente por se tratar de eventual primeira infração neste ciclo eleitoral.
A repercussão do vídeo também alcançou o campo político. A manifestação de apoio de Lula ocorre em um momento de articulações paralelas no estado, onde o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), vinha atuando para construir um cenário favorável ao pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), também pré-candidato ao Senado pela Paraíba.
Após a divulgação do conteúdo, Veneziano Vital do Rêgo afirmou que a declaração apenas reforça uma relação política já consolidada. O senador destacou confiança e proximidade com o presidente Lula e ressaltou sua atuação em defesa das pautas do governo no Senado Federal.
O caso agora deve seguir em avaliação dentro do ambiente jurídico-eleitoral, podendo ou não avançar para análise formal da Justiça Eleitoral, a depender de provocação das partes interessadas.
Fonte: Repórter PB
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