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Encontro de mulheres quilombolas reúne 500 lideranças em Brasília

Rádio Agência

10/06/2026 às 07:35

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Centenas de lideranças, ativistas e gestores públicos participam do Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas que começa nesta quarta-feira (10), em Brasília. O Terceiro Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas, no espaço Divino Paraíso.

O evento, comandado pelo Coletivo de Mulheres da Conaq, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, reúne cerca de 500 lideranças de comunidades localizadas em 24 estados do país, além de representantes internacionais de vários países como Quênia, Senegal, Peru e Colômbia.

No centro da programação o tema “Mulheres Quilombolas na defesa por justiça climática, por reparação e democracia: somos o começo, o meio e o começo!" e também os 30 anos da Conaq. A ideia é abordar pautas, experiências e contribuições para unificar as estratégias contra os impactos das mudanças climáticas nos territórios tradicionais, além de combater as violências e buscar mecanismos que ampliem a participação política das mulheres quilombolas tanto no Brasil, quanto no exterior.

Edna Paixão, representante do Quilombo Boavista, que fica em Afrânio, Pernambuco e membro da Conaq, espera que o encontro reforce a conscientização na necessidade do fortalecimento das políticas públicas para os Quilombos.

"A mensagem que a gente quer deixar para as sociedades e para os governantes que também passarão por aqui, é de que as nossas comunidades existem e resistem. E que a gente precisa apenas que as políticas públicas cheguem de fato e que sejam efetivadas na base,  nos nossos territórios; porque saber fazer a economia, a gente sabe, porque as bases econômicas desse país foram construídas a partir da nossa força de trabalho".

Uma dessas políticas públicas que será lançada no Encontro, é o Plano de Proteção para Mulheres Ameaçadas em seus Territórios. O documento é uma resposta prática ao agravamento dos conflitos agrários e ambientais e à vulnerabilização das lideranças quilombolas femininas neste cenário, em todo o País, como destaca Edna.

"Esse plano que a gente pretende lançar aqui no nosso encontro, ele é de fundamental importância para o enfrentamento e proteção das nossas vidas enquanto mulheres quilombolas.  Visto que essas mulheres e lideranças têm enfrentado muitas ameaças, especialmente pela luta pelo território. Nossas mulheres são que ficam no dia a dia do território. Então, essas mulheres vivem nessa situação de ameaça constante".

A programação  vai até 14 de junho e terá ainda uma extensa agenda com mesas de debate, painéis, oficinas, grupos de trabalho, Feira de Saberes Tradicionais, desfile de moda, exibição de filmes, além do lançamentos da publicação “Vozes Quilombolas: mulheres em defesa do clima” e também do documentário  institucional “Cafuné”.

*Com produção de Luciene Cruz

3:17

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