
08/06/2026 às 07:36
Mais de 67 toneladas de drogas apreendidas. Este é apenas um dos resultados alcançados pelo programa Brasil Contra o Crime Organizado, pouco mais de três semanas após seu lançamento. 

Desde o dia 12 de maio, já foram 11 operações integradas em todo o país, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além de toneladas de drogas, foram apreendidas 639 armas, quase 27 mil munições, mais de mil veículos e 473 pessoas presas, neste primeiro balanço, divulgado pela pasta.
O programa, lançado em maio pelo Governo Federal, busca dar uma resposta coordenada da União, Estados e Municípios no combate ao crime organizado. A previsão de investimento é de mais de R$ 11 bilhões a serem aplicados em quatro frentes: cortar o dinheiro das facções, recuperar o controle dos presídios, melhorar a investigação de homicídios e desmontar o mercado ilegal de armas.
Os resultados em prejuízos para as facções criminosas também foram bem acima do esperado. Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública, de pouco mais de R$ 30 milhões gastos no período, o prejuízo para os grupos criminosos é estimado em mais de R$ 361 milhões; são quase R$ 12 de danos às facções para cada R$ 1 investido. O número supera em 251% tudo o que estava previsto para os primeiros 90 dias do programa.
Além das operações conjuntas, um dos próximos passos do Programa é a implantação dos dois primeiros Escritórios Nacionais Anti Facção, ainda neste mês, em São Paulo e no Rio de Janeiro. A coordenação será da Secretaria Nacional de Segurança Pública. O Planejamento prevê a criação de mais três escritórios em mais três cidades estratégicas: Fortaleza, Manaus e Foz de Iguaçu.
Em outra frente, a Secretaria Nacional inicia neste mês de junho, a modernização tecnológica do sistema prisional com quase R$ 185 milhões investidos em equipamentos, tecnologias e viaturas que começarão a ser entregues gradualmente às 138 unidades prisionais estratégicas contempladas pelo projeto.
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