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Brasil registra menores taxas de mortalidade infantil em três décadas

Rádio Agência

18/03/2026 às 17:36

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Um relatório divulgado pelas Nações Unidas mostra que o Brasil registrou neste ano as menores taxas de mortalidade de recém-nascidos e de crianças menores de 5 anos das últimas três décadas.

Segundo o Unicef, essa melhora é fruto de políticas públicas consolidadas, como o Programa Saúde da Família, o trabalho dos agentes comunitários, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão da rede pública de saúde. Essas ações ajudaram a garantir mais acompanhamento pré-natal, vacinação e maior incentivo ao aleitamento materno.

Números

Os números mostram ainda que, em 1990, a cada mil bebês que nasciam, 25 morriam antes de completar 28 dias de vida. Agora, em 2024, esse índice caiu para sete mortes por mil. Entre crianças de até 5 anos, o avanço também é expressivo. A taxa, que era de 63 mortes por mil nascidos em 1990, caiu para 14,2 por mil neste ano.

Apesar dos avanços, o estudo chama a atenção para a desaceleração na queda da mortalidade de crianças. Entre 2000 e 2009, a redução anual era de quase 5%. Já de 2010 para cá, passou para cerca de 3% ao ano.

O Unicef reforça que investir na sobrevivência infantil é uma das ações de melhor custo-benefício para os países. Cada dólar destinado pode gerar até US$ 20 em retorno social e econômico.

Para a chefe de Saúde do Unicef no Brasil, Luciana Phebo, a redução da mortalidade infantil no país passa por estratégias como ações conjuntas de entes públicos para atingir as camadas mais vulneráveis da sociedade:

“Algumas regiões do Brasil, especialmente região Norte, ou alguns grupos populacionais, como a população indígena, quilombola, ribeirinha, são populações que ainda apresentam altas taxas de mortalidade. O Brasil precisa avançar na educação infantil. Na escola, a criança tem acesso à alimentação saudável. E a criança desnutrida vai ali com as infecções oportunistas, diarreia, pneumonia, causas da mortalidade infantil.”

Mortes entre jovens

O relatório também apresenta dados sobre a juventude: em 2024, 2,1 milhões de pessoas entre 5 e 24 anos morreram no mundo. No Brasil, a violência é a causa principal de óbitos entre meninos de 15 a 19 anos, representando quase metade do total. Entre meninas da mesma faixa etária, as doenças não transmissíveis lideram as estatísticas de causa de morte.

*Com informações da Agência Brasil

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