
18/03/2026 às 13:26
A construção da chapa do MDB para as eleições de 2026 na Paraíba tem gerado divergências internas entre lideranças do partido. Nesta quarta-feira (18), o deputado estadual e vice-presidente da legenda no estado, Anderson Monteiro, tornou pública sua discordância em relação ao modelo de composição que vem sendo discutido.
O parlamentar afirmou que optou por não participar de uma reunião recente do partido por não concordar com a condução do processo. Segundo ele, havia o entendimento de que a presença no encontro significaria adesão à proposta de nominata apresentada.
Ao tratar do tema, Monteiro defendeu que o MDB preserve sua estrutura tradicional, priorizando nomes que já integram a base do partido. Na avaliação dele, a inclusão de novos quadros sem um processo de construção mais amplo pode gerar tensões internas.
Nesse contexto, o deputado sugeriu que lideranças recém-filiadas, especialmente ligadas ao prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, além de parlamentares com mandato, possam disputar por outras siglas, como o PSD, como forma de evitar conflitos dentro do MDB.
Monteiro também mencionou a saída de Romualdo Quirino da legenda como um indicativo de insatisfação com a condução partidária, apontando que o episódio reflete um ambiente de desgaste entre integrantes.
Apesar das críticas, o deputado reafirmou sua permanência no MDB e disse que seguirá defendendo o diálogo como caminho para a definição das estratégias eleitorais.
O cenário ocorre em meio à intensificação das articulações políticas para 2026. Nos bastidores, há discussões sobre a possibilidade de uma chapa majoritária formada por nomes do próprio MDB, como Cícero Lucena, Veneziano Vital do Rêgo e André Gadelha, ainda sem definição sobre a composição completa.
Fonte: Repórter PB
Para ler no celular, basta apontar a câmera