
13/03/2026 às 13:19
A projeção do Ministério da Fazenda para inflação em 2026 aumentou por causa da guerra no Irã. A Secretaria de Política Econômica divulgou o relatório, nesta sexta-feira (13). 

Os técnicos subiram de 3,6%, estimativa em fevereiro, para 3,7% a expectativa de inflação neste ano.
Essa revisão leva em conta o impacto do aumento preço no combustível que pressiona a inflação e o fortalecimento do real frente ao dólar, que faz o movimento contrário, esfriando os preços.
Já a previsão para o PIB, o Produto Interno Bruto, que mede a produção econômica do país, se manteve inalterada em 2,3%.
Com petróleo valendo mais, o Brasil, que é um grande produtor, pode vender, crescer e arrecadar mais. Só que o efeito da atividade industrial menor que o esperado no fim do ano passado acaba refletindo nos resultados deste ano.
O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, disse que medidas econômicas para aliviar os preços ainda não entraram na conta.
"Você tem essas políticas públicas, com por exemplo, no caso do diesel. Então tudo isso pode ajudar a ter um cenário inflacionário dentro das nossas expectativas. Mas, claro, temos que acompanhar a evolução do conflito"
Os números apresentados têm como base uma guerra temporária, com o barril valendo US$ 73,09 em média neste ano.
Outros dois cenários foram levantados pelo Ministério. Uma guerra mais duradoura, com choque mais persistente, pode elevar esse valor para US$ 82. Se o conflito se aprofundar, com destruição de instalações de extração e refino e bloqueio logísticos em países da região, a média por barril pode ficar em US$ 100. Ou seja, quanto mais tempo durar a guerra, pior.
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