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Viva Maria destaca a campanha “Feminicídio Nunca Mais”

Rádio Agência

05/03/2026 às 09:28

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O Viva Maria destaca a campanha internacional “Feminicídio Nunca Mais”, liderada pela No More Foundation, em parceria com a Embratur, o Consórcio Cristo Sustentável e divulgada com destaque pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A iniciativa se vale do ciclo da Copa do Mundo FIFA 2027 como plataforma de mobilização social para a prevenção da violência contra mulheres e meninas. 

A ação reúne diversas instituições e conta com a participação de atletas e personalidades do esporte, como Raí, Cafu, Formiga e outras jogadoras da seleção brasileira, além do técnico Carlo Ancelotti. Um dos focos da mobilização é confrontar as justificativas frequentemente usadas para minimizar a violência contra a mulher, incentivando a sociedade a romper com a omissão e o machismo estrutural.

A campanha “Feminicídio Nunca Mais” foi lançada durante o seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres”, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, nessa quarta-feira (4/3). No evento, foi reforçada a importância de os homens assumirem papel protagonista na mudança de comportamento e na redução dos índices de violência. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, apresentou um conjunto de ações prioritárias dentro do plano de trabalho do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, incluindo o aprimoramento do monitoramento eletrônico de agressores que possuem medidas protetivas, com o uso de tornozeleiras e dispositivos que permitem às vítimas acompanhar a localização do agressor.

Por fim, a socióloga e consultora da ONU Mulheres no Brasil, Wânia Pasinato, chamou atenção para a necessidade de ampliar a compreensão sobre o feminicídio no país. Segundo ela, muitas mortes de mulheres motivadas por questões de gênero não são reconhecidas oficialmente como feminicídio, especialmente em contextos de violência ligados ao tráfico de drogas e a territórios dominados pelo crime. A especialista defendeu que políticas públicas mais eficazes precisam reconhecer essas diferentes formas de violência e incluir todas as vítimas nas estratégias de proteção e prevenção.
 

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