
29/01/2026 às 07:52
Muita gente pode sentir formigamento nas mãos ou pés, sentir câimbras, dormência, ou ver manchas que parecem alergia, de vez em quando. Mas se esses sintomas forem persistentes é preciso ficar alerta, pois podem ser sinal de hanseníase!

Neste mês ocorre o Janeiro Roxo para conscientizar sobre a doença. Essa é uma campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia, para alertar sobre a hanseníase que apesar de ser uma das doenças mais antigas do mundo, ainda apresenta um número elevado de casos. São mais de 170 mil novas contaminações por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Índia, Brasil e Indonésia são os países com o maior número de casos. Aqui em nosso país, são mais de 22 mil novos diagnósticos por ano. A dermatologista especialista em hanseníase pela Sociedade Brasileira de Hansenologia, Elizabeth Lima, explica que a doença compromete os nervos e pode levar a algumas complicações sérias.
"As incapacidades podem ser motoras. O nervo faz com que o músculo desenvolva sua função de se mexer. Então, eu posso ter comprometimento na musculatura, uma atrofia dessas musculaturas promovendo garras, que a gente chama. Então, as garras por atrofia podem acontecer tanto nas mãos quanto nos pés, levando a incapacidade motora".
Quando existe a confirmação da doença, a dermatologista explica como é feito tratamento, fundamental para interromper o ciclo de transmissão:
"Eu identifico a família, protejo a família fazendo vacina, a segunda vacina do BCG, faço teste no contato da família e acompanho esses pacientes. Vacinar a família é importante para evitar o adoecimento da família".
Em 2021, a OMS lançou uma estratégia global para eliminar a hanseníase até 2030. Entre as ações estão detectar precocemente a doença, tratar o problema e evitar complicações. Aqui no Brasil, em 2024, o Ministério da Saúde lançou a Estratégia Nacional para o Enfrentamento do problema até 2030 com o diagnóstico precoce e assistência integral aos contaminados pela hanseníase. A medida já rendeu frutos, pois já houve uma queda de 5% no número de casos.
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