
26/01/2026 às 16:15
Mais de 660 peças repatriadas para o acervo museológico do Brasil.

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, que fica em Salvador, Bahia, realizou a maior repatriação de obras de arte afro-brasileiras da história do país. São 666 peças, de 135 artistas que integravam uma coleção privada há mais de 30 anos e que agora passam a compor o acervo do Museu, que tem como foco principal a valorização de aspectos da cultura de matriz africana, destacando a sua influência sobre a cultura brasileira.
Com o apoio do Ministério da Cultura nas negociações e logística, as obras chegaram a Salvador no dia 12 de janeiro. O conjunto de obras pertencia ao acervo do Con/vida, coleção organizada pelas norte-americanas Bárbara Cervenka, artista plástica, e Marion Jackson, historiadora da arte, que dedicaram décadas à salvaguarda da produção artística afro-brasileira.
A Con/vida é uma ONG, que fica na cidade americana de Detroit, e se dedica a promover estudos, apoio financeiro, comercialização e exposições das diversas culturas, tradições e história das Américas, expressas principalmente através da arte popular. As obras estiveram em exposição nos Estados Unidos e Canadá nos últimos 30 anos.
Segundo o Ministério da Cultura, a coleção repatriada destaca narrativas, técnicas e imaginários historicamente marginalizados pelas instituições culturais hegemônicas.
Entre os artistas presentes no acervo estão nomes fundamentais da produção afro-brasileira feita na Bahia, Pernambuco e Ceará, como J. Cunha, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia e Manoel Bonfim, entre outros.
O conjunto de obras que retorna ao Brasil é formado pinturas, esculturas, fotografias, xilogravuras, arte sacra, gravuras, estampas, entre outras linguagens artísticas, que revelam a riqueza estética, simbólica e política das produções afro-brasileiras, abrangendo diferentes gerações e territórios.
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