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Stop ou Adedonha: jogo é opção para substituir telas nas férias

Rádio Agência

08/01/2026 às 13:51

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Em meio a tantas telas, aplicativos e jogos digitais, algumas brincadeiras tradicionais resistem ao tempo e continuam vivas na memória de diferentes gerações. Uma delas é o Stop, também conhecido como Adedonha ou Salada de Frutas. Um jogo simples que atravessa décadas e ainda conquista crianças, jovens e adultos.

Já vimos nessa série que brincadeiras como xadrez, buraco e jogos de mesa seguem em alta, fazendo parte do cotidiano das pessoas. A médica Bianca me contou que a brincadeira foi uma virada de chave na sua infância.

"Quando eu era bem criancinha, tipo assim, com 6 para 7 anos, eu me mudei para uma rua onde as crianças eram bem mais velhas do que eu. Então eu tinha 6 para 7 anos e as outras crianças tinham tipo 10, 12 anos, tinha algumas até na adolescência de 14 anos que brincavam ali na rua. Por eu ser menorzinha, todas as outras brincadeiras, tipo pique-esconde, pega-pega, polícia e ladrão, eu não podia brincar, ou então eu brincava de 'café com leite' — que na minha época café com leite era a pessoa que brincava sem estar valendo. Só que o que aconteceu? Eu fui alfabetizada muito cedo porque minha mãe era professora. Toda vez que eu ia jogar Salada de Fruta, como a gente era criança, a gente não tinha muitas categorias. E aí eram umas cinco, e aí uma eu já tinha garantida porque eu tinha decorado todos por causa dos cards do ABCDE. E aí foi a primeira vez que eu consegui ganhar algum jogo e deixei de ser café com leite", conta.

Além da diversão, o jogo estimula o raciocínio rápido, a criatividade e amplia o vocabulário, colaborando para a prática da língua portuguesa de forma leve e descontraída. A brincadeira exige apenas papel, caneta e a imaginação. Os participantes escolhem categorias e uma letra do alfabeto é sorteada. A partir daí, todos precisam preencher as respostas o mais rápido possível, antes que alguém grite "Stop" e encerre a rodada. O dentista Freddy Bulhões aproveita para estar em família e dispensa a modéstia em seu desempenho:

 "Aqui na família a gente joga muito, principalmente quando tá todo mundo reunido. É uma brincadeira que a gente gosta há muitos anos. Geralmente eu sou o campeão sempre, dificilmente eu perco para alguém. Tanto que, das últimas vezes que nós jogamos, estipularam que tivesse que colocar duas por categoria. Por exemplo: 'Fruta com A', aí eu tinha que botar abacate e abacaxi. Enquanto os outros colocavam uma, eu tinha que colocar duas para ver se ficava no mesmo nível dos outros. Mas é uma brincadeira saudável. Minhas filhas mesmo, a gente já gosta de brincar com elas assim, porque de qualquer forma, além de estimular o raciocínio rápido, faz com que volte aos tempos de quando não se usava tanto celular para jogar", conta.

Já a corretora Maiara Vieira cita palavras que ela utiliza como trunfo para bons resultados no jogo e valoriza esse momento com as amigas e o seu filho:

"Conheço as brincadeiras e sou apaixonada pela Salada de Frutas. E até hoje, mesmo na fase adulta, eu brinco com minhas amigas quando elas estão lá em casa e também aproveito para brincar com meu filho para trazer um pouco da minha infância para ele. Normalmente, quando as pessoas, elas nunca vão replicar o meu nome. Então na letra M, eu sei que elas não vão colocar Maiara. E na animal, eu procuro sempre os bichos assim como Calopsita, Papa-capim porque eles estão procurando sempre nomes fáceis, né?"", conta.

Nostalgia ativada com sucesso depois de lembrar dessas brincadeiras, não é mesmo? A lista pode ser ainda maior, afinal, cada infância teve um jogo, uma atividade ou uma brincadeira que marcou a sua memória. Nesse momento com os pequenos, é possível reviver e criar novas memórias repletas de amor e carinho, além, é claro, de muita diversão com as brincadeiras de antigamente. 

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