
08/01/2026 às 14:33
A produção industrial brasileira registrou estabilidade em novembro de 2025, na comparação com o mês anterior. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (8), a indústria continua 2,4% acima do patamar pré-pandemia, mas ainda está 14,8% abaixo do nível recorde de maio de 2011.

Em relação a novembro de 2024, a produção industrial apresentou queda de 1,2%. No acumulado do ano, houve crescimento de 0,6%, e nos últimos 12 meses, de 0,7%.
O levantamento mostrou resultados negativos em dois dos quatro grandes setores econômicos e 15 dos 25 ramos industriais pesquisados. A principal influência negativa veio da indústria extrativa, que recuou 2,6% em novembro. Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, a queda notada neste mês sofreu influência da menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro.
"Vale destacar que a queda na produção desse mês, nessa atividade, eliminou parte do avanço de 3,5% verificado no mês de outubro e interrompeu dois meses seguidos de queda na produção".
Os setores de veículos automotores, produtos químicos e produtos alimentícios também apresentaram resultados negativos. Já o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos foi o que provocou o principal impacto positivo, com alta de 9,8%.
Nas grandes categorias econômicas, ainda na comparação com outubro, os bens de consumo duráveis tiveram taxa negativa mais elevada, de 2,5%, enquanto os segmentos de bens de capital e de bens de consumo semi e não duráveis apresentaram desempenho positivo, de 0,7% e 0,6% respectivamente.
Na comparação anual, a queda de 1,2% na produção industrial, em relação a novembro de 2024, refletiu os resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais. A principal influência negativa nesse caso se deu no ramo de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que teve queda de 9,2%.
Já o principal desempenho positivo foi verificado no ramo de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, com alta de 9,8%.
*Com informações da Agência Brasil.
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