Caos ou descalabro Administrativo?

O Governo Federal já enviou R$ 400 bilhões para que os Estados e municipios combatam o coronavírus nestes últimos três meses

Por Chico Pinto Neto

O Governo Federal já enviou R$ 400 bilhões para que os Estados e municipios combatam o coronavírus nestes últimos três meses.

Ao final da pandemia a conta poderá chegar aos R$ 800 bilhões, um volume muito alto, para um país que passa por extrema crise financeira, com uma taxa elevadíssima de desemprego, atividades econômicas paralisadas e poucas perspectivas de futuro.

Vale ressaltar que esta "montanha" de recursos públicos, advinda dos impostos do contribuinte, vem para estes entes federativos de forma aleatória,  sem a obrigação de prestações de contas ou tomadas de preços e, o que envergonha, chegam para serem gastos da forma que bem lhes convier.

Sem licitação ou tomadas de preços os órgãos de controle ficam inertes o que permite que gastem desordenadamente e, na maioria das vezes, desonestamente.

A prova são as diversas Operações da Polícia Federal já desencadeadas em vários estados da federação, culminando com à prisão de agentes públicos e de empresários corruptos, que se aproveitam do momento para se locupletarem de maneira desumana do dinheiro para o combate ao coronavírus.

Dinheiro para salvar vidas!..

A "prato cheio", como se diz na linguagem popular, é o acobertamento "juridico" que os Estados e Municipios obteveram por força de uma decisão enviesada do Supremo Tribunal Federal, que tirou o poder de controle das ações das mãos do Governo Federal.

Ou seja, do Ministério da Saúde, que perdeu a Coordenação Geral do combate à pandemia, passando estas atribuições para os governadores e prefeitos que só têm o olhar direcionado para o montante que estão recebendo.

Apesar da enormidade de recursos os hospitais públicos não dispõem de equipamentos suficientes para atender à população.  Respiradores foram adquiridos superfaturados, defeituosos e muitos sequer foram entregues. Deixando a mercê da sorte os pacientes que contraem o vírus.

Verdadeiros coveiros, sem decência ou respeito humano!

Um dos exemplos mais imoral foi o praticado por um tal "Consórcio de Governadores do Nordeste", que "adquiriram" da China, através de um ex-ministro da Dilma, alguns respiradores que custaram centenas de milhões de dólares que, pelo andar do tempo, só chegarão ao destino depois que a pandemia for dizimada.

Isto é, se realmente forem entregues!..

Hospitais de campanhas só existem no  papel, mas foram pagos à empresas fantasmas. É notória a falta de leitos hospitalares e vergonhosa é a escassez de equipamentos de proteção para os profissionais da saúde, entre outros descasos.

Enquanto isso, os recursos vão se esvaindo pelo ralo da bandalheira, de forma desonesta, corrupta e desavergonhada.

Sequer existem testes suficientes para atender aqueles com sintomas da doença, exigindo que boa parte da população, seja obrigada, a pagar aos Laboratórios particulares mais de 250 reais por um exame sorológico para saber se está ou se já foi contaminada pelo maldito.

Enquanto isso, diariamente, saem números conflitantes e superdimencionados de vítimas fatais da doença, que, conforme as estatísticas alarmadas  pela TV, principalmente da Rede Globo, já chegam perto das 60 mil mortes.

Uma verdadeira calamidade pública, caso esses números sejam corretos e, pior ainda, sem qualquer perspectiva de quando este tormento irá parar.

Por conta da "guerrilha" política, do disse me disse,  quando um lado fica colocando à culpa no outro, a população é obrigada a ficar confinada em casa, muitos passando por privações, alguns vivendo de migalhas advindas do Governo e outros passando fome, sem ter o direito a uma alimentação decente e nutritiva.

O comércio fechado está levando à miséria, por este país afora, milhares de pequenos e médios comerciantes, além daqueles que sobrevivem da informalidade.

E, o mais alarmante, é que estão transformando à pandemia numa verdadeira guerrilha ideológica.  De um lado fica a esquerda juntamente com alguns órgãos de imprensa e, do outro, a direita aliada do Governo Bolsonaro.

É o velho e prejudicial adágio ditando normas: quanto pior ficar, melhor. Já o governo federal faz "gracinha" por não cumprir as medidas protetivas contra a doença.

Neste contexto ficamos na dúvida:

Trata-se realmente de um caos ou de um descalabro administrativo?

Destaques