Paraíba

95,2% dos focos do mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika estão dentro de casa; Sousa em situação de risco

Os dados são do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 21 e 25 de outubro de 2019.

Na Paraíba, 95,2% dos focos do mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika foram encontrados em reservatórios utilizados para armazenamento doméstico de água, como tonéis, tambores, tinas, potes, moringas, filtros e cisternas. Os dados são do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 21 e 25 de outubro de 2019 e que consta no mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas do inseto.

Dos 223 municípios paraibanos, 31 apresentaram índices que demonstram situação de risco para ocorrência de surto, incluindo Campina Grande, Sousa e Patos. Outras 134 cidades estão em situação de alerta, enquanto 58 estão em condição avaliada como satisfatória.

Por conta desse cenário, a gerente executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde da Paraíba, Talita Tavares, ressalta que cada cidadão deve fazer sua parte para combater o mosquito Aedes aegypti.

“A gente, muitas vezes, escuta: ‘eu faço a minha parte, mas o meu vizinho… Aquele terreno baldio, aquela caixa-d’água que não está coberta’. Esse é um dever de todos. A gente precisa que os municípios recebam essas observações, seja por disque denúncia, seja por aplicativos, precisamos que a comunidade seja parceira da vigilância municipal para evitar possíveis focos, aqueles que, na minha casa, posso eliminá-los”.

A professora Carolina da Rocha, de 42 anos, moradora do bairro Brisamar, em João Pessoa, contraiu as três doenças transmitidas pelo mosquito. A primeira delas foi a dengue, há mais de 10 anos. Depois, foi infectada pelo vírus zika. Por último, ao ser diagnosticada com chikungunya, Carolina lembra dos sintomas que considera os piores que já enfrentou.

“Eu fiquei incapacitada durante dois meses e, nos cinco meses seguintes, fiquei em uma situação extremamente complicada. Eu ia para o médico e chorava de dor. As juntas, as articulações do corpo doíam demais, durante todo o tempo. Era uma dor que não sanava e foi um período de agonia muito grande”.

Segundo dados da Secretaria de Saúde da Paraíba, de janeiro a 16 de novembro de 2019, foram registrados 17.560 casos de dengue e 10 mortes no estado; 1.299 casos de chikungunya, com uma morte confirmada, além de 391 casos e três mortes causadas pelo vírus Zika.

Para se prevenir das doenças, o melhor a fazer é evitar a proliferação do mosquito, eliminando água parada de vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas. O cuidado deve ser redobrado nesta época do ano, já que o verão é um período de maior transmissão por conta de fatores climáticos favoráveis ao Aedes aegypti em ambientes quentes e úmidos.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

Com Agência do Rádio Mais

Repórter PB

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