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Hospital Metropolitano faz atendimento de pacientes surdos em Libras

De acordo com Rosângela Lima, facilitadora do curso, é de suma importância que exista a preocupação em promover a igualdade e inclusão na área da saúde.

Os pacientes e acompanhantes surdos do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires agora podem se comunicar com os colaboradores da unidade utilizando a linguagem brasileira de sinais Libras. Isto porque, a fim de prestar um atendimento com equidade, humanização e eficiência a estas pessoas que chegam à unidade de saúde, o Hospital ofertou para os seus colaboradores a qualificação em Libras, num período de três meses, formando 13 alunos na turma pioneira das áreas assistenciais.

Na formatura, na semana passada, estiveram presentes pacientes e acompanhantes surdos, dentre os quais Márcia do Nascimento, 46 anos, cardiopata, que falou por meio da língua de sinais a alegria em saber que pode contar com o Hospital Metropolitano, caso necessite de atendimento especializado. “Eu já passei por duas cirurgias cardíacas em Recife, mas agora que existe o Hospital Metropolitano não preciso me deslocar para longe, sei que posso ser acompanhada por um cardiologista aqui. E fico muito feliz em saber que existem pessoas para se comunicar comigo e compreender o que preciso. Eu agradeço por isso”, expressou.

De acordo com Rosângela Lima, facilitadora do curso, é de suma importância que exista a preocupação em promover a igualdade e inclusão na área da saúde. “Parabenizo a iniciativa tomada pelo hospital. Trabalho há mais de dez anos com a comunidade surda e uma das grandes queixas é justamente a falta de profissionais habilitados para essa forma de comunicação na área da saúde. Por isso é fundamental que habilitações como essas aconteçam para garantir a todos o direito de se comunicar e ser compreendido”, pontuou.

Loanda Medeiros, enfermeira da unidade de saúde, ressaltou que a capacitação proporcionou um enriquecimento profissional e pessoal. “Estamos muito emocionadas com a conclusão desse curso. Ao presenciarmos os surdos se comunicando e poder compreendê-los é gratificante. Particularmente estou realizada pela conclusão dessa etapa, pois é assim que considero. Quero ir além, meu objetivo é fazer uma pós em libras, para poder ajudar melhor as pessoas. Esse é um diferencial na área da saúde, que deveria existir em outras unidades, para acolher de forma humanizada esse público”, observou.

A gerente multidisciplinar Edilícia Carneiro, por sua vez, comentou que a habilitação em Libras visa integrar os colaboradores no universo do surdo e o curso entrou para a lista de capacitações da unidade. “O nosso objetivo foi alcançado e será posto em prova diariamente. Tratar por meio de um acolhimento humanizado todos aqueles que chegam à nossa unidade de saúde, com suas necessidades específicas, é nossa missão. Essa turma pioneira será a primeira de muitas, pois somos cientes de que uma capacitação como essa não prepara apenas um profissional para atuar em seu campo de trabalho, mas lhe dá um aprendizado para toda vida”, declarou.

Perfil – O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado em Santa Rita, é a primeira unidade de saúde pública especializada em neurologia e cardiologia da Paraíba. Tem a capacidade de 226 leitos, sendo 60 de UTI, 11 salas de cirurgia e um moderno centro de diagnóstico por imagem. Os pacientes atendidos na instituição são regulados via Secretarias Municipais, em sintonia com o sistema de regulação do Estado.

 

Repórter PB

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