
No total, 15 pessoas foram alvo da denúncia decorrente da Operação Rizoma, que apura fraudes nos fundos de pensão dos funcionários dos Correios e do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) em favor de negócios do empresário Arthur Machado, CEO do ATG Group, empresa que lançou uma nova bolsa de valores para concorrer com a BMF/Bovespa.
Também são acusados Marcelo Sereno, ex-secretário nacional do PT e ex-assessor do ex-ministro José Dirceu, e o ex-presidente dos Correios Wagner Ribeiro.
De acordo com a Procuradoria, Vaccari era o destinatário final de R$ 1 milhão em dinheiro vivo entregues a Henrique Barbosa, emissário de Adeilso Telles, ex-chefe de gabinete de Ribeiro na presidência dos Correios.
Sereno, por sua vez, é acusado de ter recebido R$ 3,9 milhões para atuar em favor da empresa de Machado nos fundos de pensão.
A Procuradoria diz ainda que Lyra recebeu R$ 16,5 milhões de recursos das empresas de Machado sem a respectiva prestação de serviços. Embora apontado em outras investigações como operador de políticos do MDB, o Ministério Público Federal afirma "não ser possível informar no estágio atual das investigações a quem ele se reporta".
Há dois anos, a Folha de S.Paulo revelou que Lyra e Machado operaram em empresas que captaram ao menos R$ 570 milhões do Postalis (fundo de pensão dos funcionários dos Correios). Com informações da Folhapress.