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Caso Perfidus

Justiça decreta prisão preventiva de delegado e dois agentes por desvio de drogas na Paraíba

Deflagrada para desarticular a organização criminosa, a Operação Perfidus cumpriu nove mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens e valores.

Da Redação Repórter PB

31/07/2026 às 15:00

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Imagem Delegado Braz Morroni

Delegado Braz Morroni ‧ Foto: Reprodução/Arapuan

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A Justiça da Paraíba decretou, nesta sexta-feira (31), a prisão preventiva do delegado Braz Morroni e dos agentes civis Everton Aires e Eduardo Jorge.

A decisão, proferida pela juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito Cordeiro, ocorre no âmbito da Operação Perfidus, que apura o desvio e a revenda ilegal de drogas apreendidas em ações policiais no estado.

Segundo as investigações, os policiais civis identificavam entrepostos de entorpecentes mantidos por traficantes, subtraíam parte da droga durante os cumprimentos de mandados e comercializavam o material clandestinamente, inclusive para criminosos custodiados no sistema prisional.

O esquema gerava lucros ilícitos divididos entre os agentes públicos e comparsas. Além dos policiais, a Justiça também converteu em preventiva a prisão de outros quatro investigados — João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha") e José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira") — e de Vanessa Dantas, apontada como tesoureira do grupo no Sertão, que seguirá sob custódia domiciliar.

Deflagrada para desarticular a organização criminosa, a Operação Perfidus cumpriu nove mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens e valores.

Entre as evidências apresentadas pelos investigadores, destaca-se a movimentação financeira atípica de R$ 4 milhões por um dos suspeitos, montante desproporcional à sua renda formal que reforçou a tese de lavagem de dinheiro e corrupção sistêmica na instituição.

Fonte: Repórter PB

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