A denúncia envolvendo o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT), relacionada a uma suposta abordagem a adolescentes no Distrito Federal, não encontrou sustentação nos elementos reunidos pela Polícia Civil.
O episódio teria ocorrido na última segunda-feira (2), nas imediações da Vila Olímpica de Santa Maria, no Distrito Federal, e motivou a abertura de uma investigação para esclarecer as circunstâncias do caso.
Responsável pela apuração, o delegado Alexander Amorim concluiu que não existem elementos seguros que comprovem a prática de qualquer infração penal por parte do ex-governador.
Entre os pontos analisados, a autoridade policial destacou que não foi possível confirmar se Ricardo Coutinho teria convidado adolescentes a entrar em um veículo, tampouco identificado qualquer comportamento com finalidade sexual, de aliciamento ou de outra natureza criminosa.
O depoimento de um vigilante do Centro Olímpico teve relevância na avaliação dos fatos. Segundo o despacho, as informações apresentadas pela testemunha reforçaram a ausência de elementos que caracterizassem uma conduta penalmente relevante.
“Não se identificam elementos que indiquem a prática de ato executório de qualquer infração penal, tampouco circunstâncias concretas que permitam atribuir ao comportamento descrito significado criminoso”, afirmou o delegado.
A autoridade policial acrescentou que o conjunto das informações obtidas durante a investigação converge para a inexistência de comportamento criminoso atribuído ao político.
Diante das conclusões apresentadas, a apuração foi encerrada sem a identificação de indícios suficientes para responsabilizar criminalmente Ricardo Coutinho pelos fatos denunciados.
O caso, que envolveu uma acusação grave contra o ex-governador paraibano, teve como resultado uma conclusão policial que não confirmou a ocorrência das condutas inicialmente apontadas.