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Cuidado

Hospital de Trauma de João Pessoa amplia assistência a idosos com fratura de quadril

Segundo o diretor-geral do Trauma-JP, Aluízio Lopes, o projeto integra diferentes especialidades em uma linha de cuidado que começa na emergência e segue até a alta.

Da Redação Repórter PB

27/08/2026 às 10:45

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Imagem Assistência a idosos com fratura de quadril

Assistência a idosos com fratura de quadril ‧ Foto: Reprodução

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A queda é uma das principais causas de entrada de idosos no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Para ampliar e qualificar a assistência oferecida por meio do Centro de Assistência Avançada no Trauma do Idoso (CAATI), o hospital colocou em funcionamento o projeto CAATI 60, que une cirurgia rápida e segura, recuperação precoce e alta hospitalar em até 60 horas para os pacientes que apresentam condições clínicas.

Segundo o diretor-geral do Trauma-JP, Aluízio Lopes, o projeto integra diferentes especialidades em uma linha de cuidado que começa na emergência e segue até a alta. “Nosso objetivo é reduzir o tempo de internação, prevenir complicações, otimizar os recursos públicos e, principalmente, proporcionar melhores resultados clínicos e mais qualidade de vida aos nossos pacientes”, destacou.

O coordenador do Núcleo do Agendamento Cirúrgico (NAC), Mouribe Felinto, ressaltou que o sucesso do CAATI 60 depende da mobilização de diferentes setores do hospital.

“É um projeto que envolve todo o hospital, desde a porta de entrada até a equipe de Tecnologia da Informação, que criou uma ferramenta para facilitar a identificação dos pacientes que se encaixam no perfil do programa. Temos enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, cardiologistas, anestesiologistas e diversos outros profissionais trabalhando juntos para que esse paciente seja operado em até 24 horas, comece a se movimentar precocemente e possa receber alta em aproximadamente 60 horas. É uma grande mobilização para mudar histórias de paraibanos, recuperar a autonomia dos nossos idosos e, principalmente, trabalhar para evitar novas fraturas”, destacou.

Os primeiros pacientes atendidos pelo projeto já tiveram alta: Gilberto Alves, de 76 anos, e Josefa Batista, de 83 anos. A emoção de poder voltar para casa andando marcou a alta de dona Josefa. “Que emoção poder voltar para minha família. Só agradeço”, frisou. Seu Gilberto também comemorou a alta de uma maneira especial: cantou quando soube que poderia voltar para casa em menos de 60 horas. “Vou voltar a subir até em árvore agora. Me sinto um menino. Só gratidão!”, brincou.

De acordo com o cirurgião de quadril Marcos Vinícios Freitas, o objetivo foi aproveitar toda a infraestrutura do CAATI, junto ao corpo clínico do Hospital de Trauma, para criar o CAATI 60 com o propósito de reduzir o tempo de hospitalização do paciente, realizar uma reabilitação precoce e prevenir novas fraturas após a alta hospitalar.

“A ideia é oferecer um atendimento cada vez mais qualificado e resolutivo. O tempo é um fator muito importante no cuidado ao idoso com fratura de quadril. Quanto mais rápido conseguimos realizar o tratamento, melhores são as condições para a recuperação do paciente. Depois da cirurgia, a recuperação também ocorre de forma precoce, podendo o paciente voltar a caminhar com auxílio da fisioterapia após 12 horas do procedimento, com alta hospitalar prevista para quando completar 60 horas de internação, caso preencha os critérios de alta segura. O cuidado deve permanecer após a alta para prevenir novas fraturas”, frisou.

Para o coordenador médico do CAATI, Rafael Teixeira, a redução do tempo de internação traz benefícios para o paciente. “Uma internação mais curta pode diminuir os riscos de complicações relacionadas à permanência prolongada no hospital. O nosso objetivo é oferecer um atendimento rápido e seguro, com foco na recuperação e na qualidade de vida do paciente idoso”, ressaltou.

Outro diferencial do projeto é o cuidado com a dor. Todos os pacientes são submetidos a bloqueio anestésico nas primeiras quatro horas de internação, o meio mais eficaz para controle da dor, o que diminui de forma expressiva o uso de analgésicos, principalmente opioides, e reduz, consequentemente, os efeitos adversos desses medicamentos.

O projeto também prevê uma ação para evitar que o paciente volte ao hospital por causa de uma nova fratura, já que se percebeu que metade dos pacientes que sofreram a primeira fratura retornaram com uma nova. A proposta não acaba apenas na alta hospitalar. Em muitos casos, a queda que provoca a fratura de quadril pode estar relacionada à osteoporose, doença que deixa os ossos mais frágeis. Por isso, está prevista a implantação do modelo de atendimento FLS (Fracture Liaison Service) no Ambulatório de Traumatologia da Paraíba, que permitirá identificar pacientes com fraturas relacionadas à fragilidade óssea e encaminhá-los para investigação e tratamento da osteoporose.

A proposta é cuidar não apenas da fratura, mas também da causa que pode estar por trás dela, contribuindo para prevenir novos episódios e preservar a autonomia do idoso.

Fonte: Repórter PB

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