
07/08/2026 às 12:30
A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) iniciou, nessa quinta-feira (6), as atividades da Sala de Situação das Arboviroses, estrutura estratégica voltada ao monitoramento contínuo e ao fortalecimento das ações de vigilância, prevenção e controle das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. A estrutura passa a acompanhar diariamente o cenário epidemiológico e as ações das equipes técnicas em todo o estado, para subsidiar a tomada de decisões em parceria com os 223 municípios paraibanos.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Ari Reis, a Sala de Situação permitirá uma atuação integrada e mais ágil diante do comportamento das arboviroses no estado.
"Nosso objetivo é fortalecer a vigilância em saúde, monitorar de forma permanente os indicadores epidemiológicos e garantir que os municípios tenham o suporte necessário para desenvolver ações oportunas de prevenção, controle do vetor e assistência à população. Essa articulação é fundamental para reduzir casos e evitar formas graves das doenças", destacou.
A estrutura é responsável pelo acompanhamento das notificações, investigação dos casos, fluxo laboratorial e assistencial, além da análise dos indicadores epidemiológicos, permitindo identificar precocemente alterações no cenário das arboviroses. As informações subsidiarão a definição de estratégias de enfrentamento e o direcionamento das ações conforme a realidade de cada região do estado.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente da SES-PB, divulgado nesta sexta-feira (7), com dados atualizados até 1º de agosto (30ª Semana Epidemiológica), a Paraíba contabilizou 5.818 casos prováveis de arboviroses em 2026, sendo 5.670 de dengue, 145 de chikungunya e três de zika.
O levantamento também confirmou 11 óbitos por dengue, registrados nos municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Campina Grande, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, São Bento (quatro óbitos) e Sumé. O estado permanece sem registros de casos confirmados de febre do Oropouche em 2026. Os dados reforçam a importância do monitoramento contínuo e da atuação integrada entre Estado e municípios para reduzir a transmissão das arboviroses e evitar casos graves.
O boletim epidemiológico completo pode ser acessado por meio do link: https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/arquivos-1/vigilancia-em-saude/boletim-epidemiologico-arboviroses-urbanas-no-08_2026-ok-1.pdf.
A técnica responsável pelo núcleo de Arboviroses, Carla Jaciara, explica ainda que a Sala de Situação também desempenha um papel importante no apoio técnico aos municípios, traçando ações de vigilância e resposta frente ao atual cenário.
"O monitoramento contínuo permite identificar precocemente qualquer mudança no comportamento das doenças e orientar os gestores municipais na adoção das medidas mais adequadas. Além disso, reforçamos as ações de educação em saúde, vigilância e eliminação de criadouros, fundamentais para reduzir a circulação do mosquito", afirmou.
Entre as atribuições da Sala de Situação estão a consolidação e análise dos dados epidemiológicos, o monitoramento das ações desenvolvidas pelos municípios, o apoio técnico às equipes locais, a articulação interinstitucional, o acompanhamento dos estoques de insumos estratégicos e o fortalecimento das ações de mobilização social voltadas ao combate ao mosquito.
Prevenção - A SES-PB orienta que a população mantenha os cuidados permanentes para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Entre as principais medidas estão manter caixas d'água e reservatórios devidamente tampados, eliminar recipientes que acumulem água parada, limpar calhas e ralos, descartar corretamente pneus e outros materiais que possam servir de criadouros e permitir o acesso dos agentes de combate às endemias durante as visitas domiciliares.
Ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça, manchas avermelhadas na pele, dor atrás dos olhos ou mal-estar intenso, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação e acompanhamento, evitando a automedicação.
Fonte: Repórter PB
Para ler no celular, basta apontar a câmera