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Atenção

Saúde alerta para sintomas da dengue no período chuvoso e reforça importância do atendimento precoce

Outro alerta importante é evitar a automedicação. Segundo Júlia Chaves, alguns medicamentos podem aumentar o risco de complicações.

Da Redação Repórter PB

29/06/2026 às 13:00

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Imagem Mosquito Aedes aegypti

Mosquito Aedes aegypti ‧ Foto: Reprodução

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O período chuvoso favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti e exige atenção redobrada aos sintomas da dengue. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça o alerta para que pessoas com sinais da doença procurem atendimento médico logo no início do quadro clínico, evitando a automedicação e reduzindo o risco de agravamento. A orientação é que, diante dos primeiros sintomas, o paciente busque uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde receberá avaliação clínica, orientações sobre hidratação e acompanhamento da evolução da doença.

De acordo com a médica infectologista da SES, Júlia Chaves, o período chuvoso favorece o acúmulo de água parada, criando condições ideais para a reprodução do mosquito transmissor da dengue. Por isso, além das ações desenvolvidas pelo poder público, a participação da população é indispensável para eliminar possíveis criadouros dentro de casa.

“A prevenção é um dever coletivo e exige ações simples, mas constantes. É fundamental que cada cidadão faça uma vistoria em sua residência, verificando se as caixas-d’água estão devidamente vedadas, limpando calhas, eliminando recipientes que possam acumular água e mantendo pneus e garrafas em locais cobertos. A vigilância doméstica é uma das principais linhas de defesa contra a dengue”, destaca.

A infectologista explica que, tão importante quanto eliminar os focos do mosquito, é reconhecer rapidamente os sintomas da doença. Febre alta de início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores intensas nas articulações e no corpo, prostração, náuseas e manchas avermelhadas na pele estão entre os principais sinais da dengue.

“Ao apresentar esses sintomas, a recomendação é procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima. A identificação precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado e evitar o agravamento da doença”, orienta.

Nas UBSs, os pacientes recebem avaliação clínica, orientações sobre hidratação, acompanhamento da evolução dos sintomas e, quando necessário, são encaminhados para outros serviços da rede de saúde. A busca precoce pelo atendimento também permite que os casos suspeitos sejam notificados e, quando indicado, tenham amostras coletadas para análise laboratorial, fortalecendo o monitoramento da circulação do vírus da dengue no estado.

Outro alerta importante é evitar a automedicação. Segundo Júlia Chaves, alguns medicamentos podem aumentar o risco de complicações.

“Em caso de suspeita de dengue, nunca utilize medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, como a aspirina, nem corticoides ou anti-inflamatórios sem orientação médica, pois eles podem aumentar o risco de hemorragias. A hidratação é uma das principais medidas para a recuperação do paciente e deve ser iniciada desde os primeiros sintomas”, reforça.

Mesmo quando a febre começa a diminuir, é preciso manter a atenção. Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos pelo nariz, gengiva ou fezes, dificuldade para respirar, tontura ou sensação de desmaio e fadiga intensa são considerados sinais de alarme. Nesses casos, a orientação é procurar imediatamente o atendimento ou um hospital de referência, pois a dengue pode evoluir rapidamente para formas graves.

A chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Fernanda Vieira, reforça que procurar assistência médica desde a suspeita da doença beneficia tanto o paciente quanto o trabalho da Vigilância em Saúde.

“Os casos devem ser identificados e manejados desde a suspeita. Procurar uma unidade de saúde logo no início dos sintomas permite que o paciente receba o atendimento adequado, que o caso seja notificado e coletadas amostras para análise laboratorial mais diagnóstico específico. Esse cuidado é fundamental para evitar agravamentos, reduzir o risco de óbitos e acompanhar a circulação do vírus no estado”, explica.

A SES mantém monitoramento permanente da situação epidemiológica da dengue na Paraíba. Embora o estado registre redução de 14,2% nos casos prováveis em relação ao mesmo período de 2025, algumas Gerências Regionais de Saúde (GRS) apresentam aumento nas notificações, especialmente na região de Catolé do Rocha (município sede da 8ª GRS), além da região de Cuité (município sede da 4ª GRS) e da região de Princesa Isabel (município sede da 11ª GRS). Até a Semana Epidemiológica 25, foram contabilizados 3.861 casos prováveis de dengue, contra 4.499 registrados no mesmo período do ano passado. Esse acompanhamento contínuo permite identificar mudanças no comportamento da doença e direcionar as ações de vigilância, prevenção e assistência nos municípios.

A SES reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da participação de todos. Eliminar recipientes que acumulem água parada, manter caixas-d’água bem vedadas, limpar calhas, armazenar corretamente pneus e garrafas em locais cobertos e procurar atendimento médico logo nos primeiros sintomas são atitudes fundamentais para reduzir a transmissão da dengue e proteger a saúde da população.

Fonte: Repórter PB

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