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Galego do Leite lamenta teatro de superintendente da STTP e avisa: “Informações serão requeridas na forma da lei”

O vereador declarou, ainda, que não se intimidará, nem tampouco se deixará afetar pela postura do superintendente.

O vereador Galego do Leite, presidente estadual do Podemos, se pronunciou nesta terça-feira, 19, sobre o que classificou como “um teatro” armado pelo superintendente da STTP, Félix Araújo Neto, em reação a um requerimento de informações apresentado pelo parlamentar e aprovado pelo poder legislativo há cerca de um ano, ao qual o chefe da autarquia de trânsito nunca respondeu.

 

Galego afirmou que não recebeu qualquer convite direto ou pessoal de Félix, tomando ciência do “chamamento” apenas pelas redes sociais, e lembrou que o superintendente não tem competência para convocar parlamentares, mas, pelo contrário, a obrigação legal de responder aos questionamentos destes, goste ou não.

“Se ele pelo menos tivesse me convidado, quer pessoalmente, quer por escrito, quer por meio de assessores, eu decidiria se iria ou não. Mas, a administração pública e suas relações não podem se dar por meio de informalidades de redes sociais. Na verdade, porém, o que quis o superintendente foi montar um teatro e ridicularizar um vereador que apenas exerce seu papel e busca respostas para perguntas que a cidade tem feito”, disse Galego.

O vereador declarou, ainda, que não se intimidará, nem tampouco se deixará afetar pela postura do superintendente, que demonstra sinais claros de não suportar questionamentos e de, por isso mesmo, ser severamente refratário às discussões dentro da Câmara.

Um exemplo disso, segundo Galego, foi a participação “surpresa” de Félix em uma Tribuna Livre para apresentar um discurso ensaiado e estudado sobre o aumento das passagens de ônibus, quando existe uma audiência pública aprovada pelos vereadores para que o superintendente vá à Câmara discutir o tema com o legislativo, estudantes, sindicados e demais atores da sociedade civil – encontro que Félix quer evitar a todo custo.

Por fim, Galego do Leite ressaltou ser “da paz” mas frisou que, embora de origem muito humilde e não tendo nascido em berço de ouro, não é ignorante quanto às suas responsabilidades e atribuições, às quais, segundo assegurou, fará valer.

“Não sou doutor, não tenho sobrenome tradicional, nem padrinho político. Sou apenas um ex-vendedor de leite, mas que, legitimado pelo voto dos campinenses, exerce um mandato que me atribui competências como a de fiscalizar e de, no exercício dessa missão, requerer informações na forma da lei, e não segundo as vontades e vaidades dos que são requeridos”, complementou.

Repórter PB

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