
26/08/2026 às 20:00
O consumo de cigarros tradicionais e eletrônicos chega a 19% entre brasileiros de 16 a 24 anos, segundo levantamento do Instituto Nexus em parceria com o A.C. Camargo Cancer Center. A faixa etária apresenta o maior índice proporcional entre os grupos pesquisados, acendendo um alerta para a retomada do consumo de nicotina entre os jovens.
Um dos fatores associados ao cenário é a popularização dos dispositivos eletrônicos, conhecidos como vapes. Sabores de frutas e menta e outros aditivos são utilizados para reduzir o gosto característico do tabaco e ampliar o apelo desses produtos entre o público jovem.
Para o oncologista Helano Freitas, do A.C. Camargo Cancer Center, os dispositivos eletrônicos não devem ser vistos como caminho para abandonar o cigarro. Na avaliação do especialista, eles podem funcionar como uma porta de entrada para a dependência de nicotina.
O levantamento também aponta que o consumo pode começar em festas e encontros sociais, inicialmente associado à convivência com amigos. Com o aumento da frequência, o hábito pode se tornar diário e passar a ser utilizado como forma de lidar com o estresse.
Outro dado chama atenção: 63% dos fumantes entrevistados consideram a própria saúde boa ou ótima, apesar dos riscos associados ao consumo contínuo de substâncias tóxicas.
O tabagismo está relacionado ao desenvolvimento de tumores malignos, incluindo os de pulmão, boca, garganta e estômago, além de doenças como enfisema pulmonar, bronquite crônica e acidente vascular cerebral (AVC).
Diante do cenário, especialistas defendem a atualização das estratégias de prevenção, com ações direcionadas ao público jovem e foco na redução da dependência de nicotina ainda na adolescência.
Fonte: Repórter PB
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