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Defesa de Marcola reage à Operação Vérnix e nega elo com Deolane Bezerra

Segundo a defesa, Marcola negou qualquer vínculo com a influenciadora Deolane Bezerra e com Everton de Souza

Da Redação Repórter PB

27/05/2026 às 14:40

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Imagem Deolane Bezerra

Deolane Bezerra ‧ Foto: divulgação

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O avanço das investigações da Operação Vérnix provocou reação da defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em nota divulgada nesta quarta-feira (27), os advogados afirmaram que o preso recebeu as informações sobre a operação com “surpresa e indignação” durante atendimento na Penitenciária Federal de Brasília, onde cumpre pena em regime de segurança máxima desde 2019.

A manifestação foi assinada pelo advogado Bruno Ferullo Rita e rebate pontos centrais da investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

Segundo a defesa, Marcola negou qualquer vínculo com a influenciadora Deolane Bezerra e com Everton de Souza, citados nas investigações como integrantes da estrutura financeira investigada pelas autoridades. Os advogados sustentam que a única relação mencionada pelo preso no caso envolve familiares próximos.

“Afirmou que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, destacou a nota.

Os defensores também contestaram a suposta ligação de Marcola com a transportadora apontada pela Polícia Civil como peça-chave para movimentação e ocultação de recursos atribuídos ao PCC. Outro ponto questionado foi o uso do apelido “Narigudo” durante a investigação, referência que, segundo a defesa, teria sido atribuída de forma indevida ao líder da facção.

A Operação Vérnix é resultado de uma apuração iniciada há cerca de sete anos, após a apreensão de manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Conforme as autoridades, os bilhetes faziam referência a uma empresa de transporte que teria sido utilizada para lavagem de dinheiro do crime organizado.

As investigações também alcançaram a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa sob suspeita de participação no esquema financeiro investigado pelas autoridades paulistas.

Fonte: Repórter PB

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