
11/05/2026 às 13:38
A pouco mais de um ano das eleições municipais suplementares e já com foco no pleito estadual de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba começou a receber manifestações formais de zonas eleitorais que defendem o reforço da segurança por meio do envio de tropas federais. Até o momento, três regiões do estado apresentaram sinalização favorável à medida.
Os pedidos partiram das zonas eleitorais de Itabaiana, Piancó e Bayeux, localidades onde a Justiça Eleitoral identificou necessidade de avaliação mais rigorosa do cenário de segurança para o próximo processo eleitoral.
Apesar das manifestações já protocoladas, o TRE-PB informou que ainda não existe decisão definitiva sobre a utilização das tropas. O juiz auxiliar da Presidência da Corte, Rodrigo Marques, explicou que a convocação das Forças Armadas depende de uma série de etapas técnicas e institucionais.
“O fluxo normalmente é bastante complexo. Não é a partir da identificação isolada do juiz eleitoral que se convoca prontamente tropas federais”, afirmou.
Segundo o magistrado, o procedimento exige que o juiz responsável pela zona eleitoral apresente justificativas detalhadas e informações concretas que apontem riscos à tranquilidade do pleito. Somente após essa formalização o caso passa a ser examinado pela Corte Eleitoral.
Na sequência, o TRE consulta órgãos ligados à segurança pública estadual, além do Ministério Público Eleitoral, para analisar a necessidade do reforço federal. Caso o entendimento seja favorável, o pedido é encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, responsável pela requisição oficial junto ao Governo Federal.
A Justiça Eleitoral paraibana destacou ainda que mantém integração constante com as forças de segurança do estado, incluindo a Polícia Militar da Paraíba e a Polícia Civil da Paraíba, especialmente em ações preventivas relacionadas a crimes eleitorais.
De acordo com Rodrigo Marques, parte das estratégias começou a ser discutida durante as eleições suplementares realizadas em Cabedelo, experiência que serviu como base para o planejamento do esquema de segurança das eleições de 2026.
“Queremos garantir eleições livres, seguras e sem interferências que possam comprometer o livre exercício do voto”, declarou.
Historicamente, o envio de tropas federais ocorre em municípios onde a Justiça Eleitoral identifica possibilidade de instabilidade, ameaças à ordem pública ou riscos à segurança dos eleitores e servidores envolvidos na realização do pleito.
Fonte: Repórter PB
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