O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) emitiu uma nota oficial de repúdio contra uma charge publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

O órgão alega que a publicação demonstrou falta de empatia e desrespeitou o luto pela morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, que faleceu aos 34 anos após um procedimento de coleta de óvulos.

Para o CNPG, a abordagem do jornal foi insensível ao tratar dos desafios da maternidade enfrentados por mulheres que atuam no sistema de Justiça.

O Conselho destacou que, embora defenda a liberdade de imprensa e de expressão, tais direitos não justificam a "banalização do sofrimento humano" ou o desrespeito à dor de familiares e colegas em um momento de profunda comoção.

A nota reforça a necessidade de um debate ético sobre as exigências das carreiras jurídicas e o impacto na vida pessoal das profissionais. Ao concluir, o Ministério Público brasileiro prestou solidariedade à família da magistrada e reafirmou o apoio às mulheres que buscam equilibrar a vida laboral com seus projetos de vida pessoal e familiar.