
02/03/2026 às 15:40
Nesta primeira semana de março, a Paraíba realiza a Semana Estadual de Combate e Prevenção ao Câncer de Cólon e Reto. A iniciativa foi instituída pela Lei nº 11.016/2017, de autoria do deputado estadual Jutay Meneses, e tem como foco ampliar o debate público, fortalecer campanhas educativas e incentivar a realização de exames preventivos contra uma das neoplasias que mais crescem no Brasil.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, o Brasil deve registrar 53.810 novos casos anuais de câncer de cólon e reto. O número consolida a doença como o terceiro tipo de câncer mais incidente no país, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. A taxa representa 10,4% do total de casos de câncer e aponta para uma tendência preocupante: projeções indicam crescimento próximo de 30% nos próximos anos.
Entre os homens, o câncer de cólon e reto já ocupa a segunda posição em incidência, atrás apenas do câncer de próstata. Entre as mulheres, também aparece em segundo lugar, ficando atrás somente do câncer de mama.
Autor da lei que criou a semana estadual de conscientização, Jutay Meneses, destaca que o principal objetivo é salvar vidas por meio do diagnóstico precoce. “Nosso objetivo é alertar a população para os riscos do câncer de cólon e reto e reforçar a necessidade dos exames preventivos. Facilitar o acesso da população a essas informações é fundamental para reduzir a incidência da doença e garantir que mais pessoas tenham a chance de descobrir o câncer em estágios iniciais”, enfatiza o parlamentar.
Durante a semana de mobilização, são realizadas palestras, campanhas educativas e atividades informativas voltadas à conscientização sobre hábitos saudáveis, sinais de alerta, exames preventivos e diagnóstico precoce do câncer de intestino. A iniciativa também busca divulgar os direitos dos pacientes e tornar a informação acessível à população em todas as regiões do estado.
Especialistas apontam que mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e redução do consumo de alimentos ultraprocessados, são medidas essenciais para diminuir o risco da doença. A realização periódica de exames, especialmente a partir dos 45 ou 50 anos (conforme orientação médica), também é considerada fundamental.
Fonte: Repórter PB
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