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Decisão

Justiça nega habeas corpus e mantém Padre Egídio na prisão

Com a decisão do TJPB, Egídio de Carvalho permanece custodiado enquanto responde pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de capitais.

Da Redação Repórter PB

04/02/2026 às 06:40

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Imagem Padre Egídio de Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre Zé

Padre Egídio de Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre Zé ‧ Foto: Reprodução

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do Padre Egídio de Carvalho Neto em sessão realizada nessa terça-feira (03).

O colegiado acompanhou o voto do relator, desembargador Ricardo Vital de Almeida, que rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, sob o argumento de que a liberdade do religioso representa um risco concreto à ordem pública e à instrução do processo.

Para o relator, as investigações revelam um "modus operandi habitual e sofisticado" voltado para a dilapidação do patrimônio de instituições de assistência social. Padre Egídio, ex-diretor do Hospital Padre Zé, é o pivô da Operação Indignus, que apura desvios estimados em R$ 13 milhões.

O esquema teria começado a ruir em 2023, após uma denúncia de furto de celulares doados pela Receita Federal, o que desencadeou uma auditoria profunda nas contas da unidade de saúde.

Além do impacto financeiro — que comprometeu verbas do SUS e gerou dívidas milionárias ao hospital —, o escândalo resultou no afastamento eclesiástico do padre pela Arquidiocese da Paraíba.

Com a decisão do TJPB, Egídio de Carvalho permanece custodiado enquanto responde pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de capitais.

Fonte: Repórter PB

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