
15/01/2026 às 18:56
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), lança a campanha nacional “Pule, Brinque e Cuide – Unidos pela proteção de crianças e adolescentes” nesta quinta-feira (15). A ação para o Carnaval 2026 conta com o apoio da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (CIEVSCA), do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em articulação com organizações da sociedade civil e órgãos parceiros.
Realizada anualmente, a campanha tem como objetivo sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância da proteção integral de meninas e meninos, fortalecendo a responsabilidade coletiva na prevenção e no enfrentamento de violações de direitos, especialmente o abuso, à exploração sexual, o trabalho infantil e outras situações de vulnerabilidade que tendem a se intensificar durante grandes eventos populares, como o Carnaval.
Para a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do MDHC, Pilar Lacerda, a campanha “Pule, Brinque e Cuide” desempenha papel importante na proteção de crianças e adolescentes durante o Carnaval, quando milhões de pessoas em diferentes territórios se mobilizam para a folia.
“O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do nosso país e precisa ser, acima de tudo, um espaço seguro para meninas e meninos. A campanha busca mobilizar foliões, famílias, trabalhadores informais, comerciantes, organizadores de eventos e gestores públicos para a corresponsabilidade na garantia de um ambiente seguro e respeitoso aos direitos humanos”, afirmou.
A iniciativa também reafirma o compromisso do Estado brasileiro com o direito ao lazer, à convivência comunitária e à participação cultural, promovendo um Carnaval inclusivo e protetivo para crianças e adolescentes, respeitando sua dignidade, integridade física, emocional e social.
Para o Carnaval de 2026, a campanha “Pule, Brinque e Cuide” será ampliada, incorporando inovações tecnológicas às estratégias de proteção. Entre as iniciativas previstas, está a implantação, em Recife (PE), de uma Central de Operações Integrada, com uso de pulseiras de identificação para crianças, integradas a sistemas de geolocalização, apoio de drones para monitoramento e, quando necessário, a exibição de imagens de crianças desaparecidas em telões, sempre com autorização dos responsáveis legais.
A proposta busca reduzir o tempo de resposta em casos de crianças perdidas, aprimorar os mecanismos de prevenção e ampliar a capacidade de atuação articulada e imediata da rede de proteção.
Ao dar continuidade à campanha anual, o MDHC reitera o engajamento com a proteção integral da infância e da adolescência, consolidando uma estratégia que articula comunicação pública, mobilização social, inovação tecnológica e presença institucional qualificada. O Disque 100 permanece disponível como canal nacional para denúncias de violações de direitos humanos.
Como parte das estratégias estruturantes, a pasta elaborou, em 2025, o Guia de Proteção Integral de Crianças e Adolescentes em Grandes Eventos, que orienta gestores públicos e profissionais da rede de proteção sobre planejamento, governança, ações preventivas, plantões integrados, fluxos de atendimento e resposta rápida a violações de direitos.
A elaboração do documento foi baseada em experiências exitosas da Bahia, Amazonas e do município de Recife em contextos de grande circulação de pessoas, reforçando a importância da cooperação federativa e da adoção de protocolos estruturados de proteção integral em todo o território nacional.
De acordo com a secretária Pilar, “o guia destaca a importância da governança e do planejamento antecipado, orientando estados e municípios a desenvolverem seus próprios protocolos locais de proteção, alinhados às diretrizes nacionais e às especificidades territoriais, de modo a fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente.”
Fonte: Governo Federal
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