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Projeto de auriculoterapia beneficia familiares de apenados durante visitas

A auriculoterapia consiste na estimulação mecânica de pontos específicos do pavilhão auricular para aliviar dores e/ou tratar problemas físicos e psíquicos.

Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e parceiros experimentam, neste domingo (22), na Penitenciária Flósculo da Nóbrega (Roger), o projeto de auriculoterapia, que vai atender os familiares dos apenados durante as visitas. Na ocasião, serão realizadas outras ações como medição de pressão arterial, testes de glicemia, além de ser servido café da manhã.

A auriculoterapia consiste na estimulação mecânica de pontos específicos do pavilhão auricular para aliviar dores e/ou tratar problemas físicos e psíquicos. Além disso, pode ajudar a diagnosticar doenças por meio da observação de alterações nestes pontos.

Essa primeira ação será um piloto para poder iniciar o projeto em outras unidades prisionais. Reunião sobre o assunto ocorreu na tarde dessa quinta-feira (19), no gabinete do secretário Sérgio Fonseca, na Seap. Durante a reunião ficou definido que a atividade neste domingo na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega (presídio do Roger), acontecerá a partir das 7h.

O secretário Sérgio Fonseca destacou a importância do projeto para a Seap e disse que o acolhimento e atenção à família do apenado é tão importante quando cuidar bem do reeducando. “Muitos desses familiares vêm de longe para essas visitas e poder proporcionar este tipo de acolhida só soma, pois para essas pessoas fazerem um tratamento como auriculoterapia, muitas vezes depois de uma viagem cansativa, poder chegar e tomar um bom café da manhã etc, faz toda diferença", observou. O objetivo é que este método, que possibilita uma diminuição significativa das dores, possa contribuir com uma melhor qualidade de vida desses familiares.

O projeto é da professora Maria do Socorro Trindade Morais, pesquisadora de Ciências Médicas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e existe desde 2016. Até então restrito ao Hospital Universitário da UFPB e às unidades básicas de saúde, tem como meta diminuir de forma significativa a ansiedade, insônia, dores nas articulações etc., que estes familiares desenvolvem diante dessa situação de ter um familiar privado de liberdade.

Segundo a professora Socorro Trindade, a ideia de levar o projeto até às unidades prisionais surgiu quando ela visitava a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, mais conhecida como presídio do Roger, e observou o nível de tensão desses familiares e como isso acarretava dores abdominais, insônia, dores nas articulações etc.

O projeto conta com a parceria da Pastoral Carcerária da Igreja Católica e com a Igreja Universal do Reino de Deus, que já fazem trabalhos de evangelização nas unidades prisionais.

Repórter PB

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