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Dino reage a Mendonça, reconduz chefe da PF e leva crise ao plenário do STF

A decisão de Dino foi tomada dentro do inquérito sobre o caso “Dark Horse”, que está sob sua relatoria

Da Redação Repórter PB

09/09/2026 às 10:39

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Imagem Ministro, Flavio Dino

Ministro, Flavio Dino ‧ Foto: Ton Molina/STF

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As primeiras informações sobre o novo capítulo da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) foram divulgadas pela CNN. O ministro Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal e também restabeleceu as funções do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, afastados por decisão do ministro André Mendonça.

A decisão de Dino foi tomada dentro do inquérito sobre o caso “Dark Horse”, que está sob sua relatoria. A PF havia argumentado que os afastamentos poderiam comprometer o cumprimento de diligências determinadas na investigação.

No despacho, Dino afirmou que a interrupção das atividades de direção das investigações poderia beneficiar os investigados. A determinação permanecerá em vigor até o cumprimento das medidas atribuídas à PF no processo.

O ministro também decidiu levar a questão ao plenário do STF e encaminhou o caso ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O episódio ocorre após a AGU recorrer ao presidente do STF, Edson Fachin, contra a decisão de Mendonça. Fachin havia estabelecido prazo de 72 horas para manifestação do ministro antes de definir os próximos passos.

Caso envolve investigações sobre o filme “Dark Horse”

O filme “Dark Horse”, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é alvo de investigações distintas dentro da Polícia Federal, autorizadas por Dino e Mendonça.

No inquérito relatado por Dino, a apuração surgiu a partir de suspeitas envolvendo a utilização de emendas parlamentares para financiar a produção, por meio da empresa Go Up Entertainment.

Essa investigação foi instaurada pela PF em 26 de junho, após autorização concedida por Dino em maio.

A nova decisão amplia o embate entre ministros do STF e coloca novamente em discussão o comando da Polícia Federal e os limites das decisões individuais dentro da Corte.

Fonte: Repórter PB

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