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Acompanhamento Nutricional

Fome infantil recua quase 30% no Brasil em um ano, mostram dados do MDS

No Dia Nacional da Saúde e Nutrição, o país registra o menor patamar de insegurança alimentar grave entre crianças e adolescentes na série histórica do IBGE, iniciada em 2004

Por Redação do Reporterpb

31/03/2026 às 18:34

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Merenda escolar ‧ Foto: Divulgação

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No Dia Nacional da Saúde e Nutrição, celebrado em 31 de março, o Brasil apresenta sinais consistentes de melhora no acompanhamento nutricional e na redução da fome entre crianças e adolescentes. Dados recentes associados às políticas públicas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), combinadas ao fortalecimento de sistemas como o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), apontam avanços nos indicadores de saúde alimentar.

O monitoramento nutricional na primeira infância ampliou alcance. Em 2022, 6,2 milhões de crianças menores de 5 anos tiveram peso e altura acompanhados na Atenção Primária à Saúde (APS). Em 2025, dados preliminares indicam 7,9 milhões — crescimento que evidencia a expansão da cobertura nos serviços públicos. No mesmo período, houve melhora nos indicadores de má nutrição: a magreza acentuada caiu de 2,8% para 1,8%, e a obesidade recuou de 6,4% para 5,7%. Os dados do SISVAN, compilados pelo Ministério da Saúde, serão consolidados em junho de 2026.

A redução da fome entre crianças e adolescentes acompanha essa trajetória. A parceria entre a Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome (SECF), do MDS, e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) viabilizou o monitoramento da segurança alimentar nos domicílios brasileiros por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Segundo o IBGE, com base na EBIA aplicada à PNAD Contínua, 3,6% das crianças e adolescentes de 0 a 17 anos viviam, em 2024, em domicílios com insegurança alimentar grave, ante 4,8% em 2023.

O país passou de cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes em insegurança alimentar grave, em 2023, para 1,8 milhão em 2024 — uma queda de quase 30% em apenas um ano. É o menor patamar já registrado na série histórica do IBGE, iniciada em 2004.

O resultado está associado à combinação de políticas públicas voltadas ao acesso à renda, à alimentação e acompanhamento nutricional, muitas delas coordenadas pelo MDS no âmbito do Plano Brasil Sem Fome. Entre as iniciativas, destaca-se o Benefício Primeira Infância, do Bolsa Família, que desde março de 2023 garante R$ 150 mensais a famílias de cerca de 9 milhões de crianças de 0 a 6 anos. Há também o benefício para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, que assegura o pagamento adicional de R$ 50 mensais por criança ou adolescente a famílias de cerca de 15 milhões de beneficiários nessa faixa etária.

Estudo da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome (SECF), de 2025, mostra impactos diretos dessas políticas. Entre crianças com baixa estatura em 2019, 77% apresentavam altura adequada em 2023. No mesmo período, 64% das que tinham magreza atingiram peso adequado, e, entre aquelas com sobrepeso ou obesidade, 57% passaram a ter peso adequado para a idade.

A alimentação escolar também desempenha papel central. Em fevereiro de 2026, os repasses do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foram reajustados, com aumento médio de 14%, somando-se à ampliação de 28% a 35% realizada em 2023. Atualmente, o programa atende 38 milhões de estudantes da rede pública, sendo 7,6 milhões na educação infantil.

Os dados mostram o impacto da escola na segurança alimentar. Em 2024, 8% das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que frequentavam creche ou escola estavam em insegurança alimentar moderada ou grave. Entre os que não frequentavam, o índice era de 16%, o dobro.

No Dia Nacional da Saúde e Nutrição, os resultados evidenciam o papel de políticas públicas integradas na promoção da saúde e no desenvolvimento infantil.

“Os dados mostram que garantir renda, alimentação e acompanhamento de saúde faz diferença concreta na vida das crianças. Quando uma família tem condições de colocar comida na mesa e a criança é acompanhada pelos serviços de saúde e pela escola, por exemplo, os resultados aparecem: melhora o estado nutricional, diminui a fome e contribui para o desenvolvimento. Combater a má nutrição no Brasil exige exatamente isso, políticas públicas integradas que assegurem alimentação adequada e saudável desde a primeira infância”, afirma Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS.

Fonte: Governo Federal

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