
18/03/2026 às 09:00
O bolso do consumidor brasileiro deve enfrentar uma pressão extra em 2026. Segundo projeções divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (17), a tarifa de energia deve subir, em média, 8% este ano — patamar que representa mais do que o dobro da inflação prevista.
O cenário é ainda mais crítico em estados como Roraima, onde o reajuste médio atingiu 23,2%, e no Rio de Janeiro, com altas de até 14,2% para clientes da Enel.
O principal vilão do aumento é o custo dos subsídios integrados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve totalizar R$ 52 bilhões em 2026. Cerca de metade do índice de reajuste é reflexo direto desses encargos, que financiam desde incentivos a energias renováveis até a isenção para consumidores de baixa renda. Somam-se a isso o maior acionamento de usinas térmicas devido à escassez de chuvas e o processo de descotização da ex-Eletrobras (atual Axia), que eleva o preço da energia vendida às distribuidoras.
Apesar das promessas do Governo Federal de reformar o setor para reduzir encargos, o recuo diante de pressões políticas resultou na manutenção de taxas e na criação de novos programas, como o Luz do Povo.
Como contrapartida, a Aneel destacou que recursos da taxa de uso do bem público serão utilizados para abater custos em estados atendidos pela Sudam e Sudene, abrangendo regiões do Norte, Nordeste e partes de Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo.
Fonte: Repórter PB
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