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Classificação de PCC e CV como terroristas nos EUA entra na agenda de encontro entre Lula e Trump

No Palácio do Planalto, a possibilidade de adoção dessa classificação gera preocupação

Da Redação Repórter PB

09/03/2026 às 15:18

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Imagem Trump e Lula

Trump e Lula ‧ Foto: Reprodução

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A possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas entrou na pauta da agenda diplomática entre Brasil e EUA e passou a influenciar os preparativos da visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar ao presidente Donald Trump nas próximas semanas. O tema envolve diretamente o debate sobre segurança internacional e combate ao crime organizado transnacional.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, o governo norte-americano avalia classificar facções brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de combate ao crime internacional e ainda passa por etapas de análise nos Estados Unidos.

No Palácio do Planalto, a possibilidade de adoção dessa classificação gera preocupação. Integrantes do governo brasileiro avaliam que o enquadramento das facções como organizações terroristas pode abrir espaço para ações externas com impacto na soberania de países da América Latina, incluindo o Brasil.

A questão passou a integrar as conversas preparatórias para o encontro entre os dois presidentes. No domingo (8), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, dentro do processo de organização da visita de Lula aos Estados Unidos. A viagem ainda não tem data confirmada, mas o governo brasileiro pretende realizá-la ainda neste mês de março.

Segundo integrantes do governo, o principal ponto que Lula pretende levar à conversa com Trump é a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Ao mesmo tempo, há preocupação no Planalto sobre os impactos políticos internos da discussão. Auxiliares avaliam que eventual posicionamento contrário à classificação das facções como organizações terroristas pode ser interpretado pela oposição como sinal de complacência com o crime organizado.

A avaliação também leva em conta o cenário político doméstico, em que a pauta da segurança pública tem sido tema recorrente de debates no Congresso e no ambiente eleitoral. Entre os críticos do governo, o senador Flávio Bolsonaro tem defendido posições mais duras no combate ao narcotráfico e chegou a sugerir, em 2025, que os Estados Unidos realizassem operações contra embarcações utilizadas no tráfico de drogas na Baía de Guanabara.

Especialistas apontam que a eventual classificação de facções como terroristas poderia ampliar instrumentos legais de sanções e cooperação internacional contra esses grupos. Nos Estados Unidos, esse tipo de enquadramento permite medidas como bloqueio de recursos financeiros e restrições a qualquer tipo de apoio material às organizações listadas.

Fonte: Repórter PB

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