Festival discute uso de inteligência artificial na montagem de filmes

Além de produções nacionais, como o brasileiro Submersivos, que abre a mostra, produções da Espanha, Estados Unidos, China e Coreia do Sul fazem parte da programação.
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A mostra de filmes discute temas como exclusão digital, mudanças no ambiente criativo e de negócios e avanço em aspectos criativos, com o uso das tecnologias generativas, para permitir criação acessível a produtores independentes e iniciantes.
"Discutiremos processos, ética, direitos autorais e representatividade, com painelistas que irão de produtores e realizadores a pessoas que estão tentando entender e refletir sobre essas mudanças. É importante e rico ouvir todos os lados para pensar como usar a IA a favor de quem produz arte", explicou Carol Guimarães, que assina a direção executiva do evento.
Ela destaca a importância dessas ferramentas para viabilizar estéticas e olhares únicos. Com a diminuição de custos, visões locais e de grupos minoritários podem circular mais livremente. "O festival entra muito neste espaço de chegar aonde não se chega."
Os debates ocorrerão por meio da plataforma e-Teatro WeDo! e permanecerão disponíveis a partir de segunda-feira (9).
"Neste momento, alguns filmes começam a ver a luz do dia justamente por conseguirem usar essas ferramentas para diminuir custos, seja em processos, cenários ou mesmo na apresentação da ideia ao mercado. Ter mais alternativas é algo muito importante", reflete Vitória Mantovani, cineasta que assina a curadoria e direção-geral.
O festival integra uma plataforma internacional presente em importantes polos da indústria criativa, como Cannes, Veneza, Dubai, Marrakech, Paris e Bali.
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