
A cidade do Rio de Janeiro agora conta com uma reserva de desenvolvimento sustentável de 3 mil hectares comNotícias relacionadas:
ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos que servem de habitat para diversas espécies da fauna e flora, inclusive algumas ameaçadas de extinção.Notícias relacionadas:


Criada nesta semana, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá fica
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na zona oeste da capital e
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se estende da ilhota do Frade, em Guaratiba,
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até a Pedra do Pontal, no Recreio. A ideia é
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proteger os ecossistemas marinhos e costeiros e ao mesmo tempo
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garantir condições para a manutenção de atividades econômicas como a pesca artesanal e o turismo sustentável.
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"É um passo fundamental para o cumprimento das metas que o Brasil aderiu em relação à Convenção para Proteção da Biodiversidade. São conhecidas como metas 30x30, que é ter 30% do seu território protegido dentro de unidades de conservação", afirma o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo
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Mascarenhas.
Estabelecida na COP-15 da Biodiversidade, em Montreal, no Canadá, em 2022, a meta 30x30 prevê que 30% da superfície terrestre, mar e águas interiores do país façam parte de unidades de conservação, até 2030.
"É uma meta que o Estado já alcançou no que se refere à proteção da parte terrestre do seu território. A outra meta é de ter 30% das águas jurisdicionais de cada país, também protegidas", destaca o secretário.
A categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) permite conciliar a conservação com as atividades tradicionais.
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De acordo com o projeto Ilhas do Rio, mantido por uma organização da sociedade civil, que participou da criação da unidade de conservação,
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as comunidades pesqueiras participam da gestão da área.Além disso, estão previstas ações como monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas, pesquisas científicas, educação ambiental, fiscalização reforçada e desenvolvimento ordenado do ecoturismo e da visitação, segundo o Ilhas do Rio.
Levantamento
Estudo técnico feito pelo
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para embasar a criação da reserva identificou, por exemplo, 102 espécies de peixes que habitam recifes de corais, das quais três são endêmicas do país. Trinta e nove espécies do ecossistema da região são de interesse de pescadores, como garoupas (
Epinephelus sp.), corvinas (
Micropogonias furnieri), sargos (
Anisotremus surinamensis), robalos
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(
Centropomus sp.) e xaréus (
família Carangidae).
Também foram identificadas 143 espécies de organismos que vivem no leito do mar, os chamados seres bentônicos, como polvos e lagostas de alto valor pesqueiro. Nesse ambiente, ainda foram
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encontradas espécies ameaçadas de extinção, como o coral-cérebro (
Mussismilia hispida), a estrela-do-mar
Astropecten brasiliensis e o ouriço-lilás (
Lytechinus variegatus).
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"Esses estudos mostraram que a região, as ilhas, os costões rochosos, áreas rasas, elas são muito importantes para as espécies de peixe, por exemplo, espécies ameaçadas como garoupas e chernes [Hyporthodus niveatus], são
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locais onde aquelas espécies estão se reproduzindo. Ao mesmo tempo, a gente tinha esse conhecimento que existiam as comunidades locais de pesca tradicional, que tinham aquilo ali como um território de pesca. Então, é muito importante você balancear e entender quem são as pessoas que dependem daquele território e proteger esses usos também", explica a gerente de pesquisas do Ilhas do Rio, Aline Aguiar.
Nessa parte do litoral também transitam espécies ameaçadas como a
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baleia-jubarte (
Megaptera novaeangliae)
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e
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e as tartarugas-marinhas
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cabeçuda (
Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (
Lepidochelys olivacea) e de couro (
Dermochelys coriacea).
Há também aves ameaçadas que frequentam o local, como o trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) e trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), e invertebrados
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como a borboleta-da-praia (
Parides ascanius) e a formiga Atta robusta.
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Segundo o governo fluminense, o nome Urupirá resgata a memória histórico-cultural da região. De origem indígena, a palavra é uma designação ancestral atribuída à atual Ilha das Palmas e remete à expressão “cesto do peixe”, em referência à identidade pesqueira do território.
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