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Jovens da PB são selecionados como embaixadores em projeto que estimula o interesse pela ciência

G1 PB

22/08/2026 às 20:05

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Jovens da PB são selecionados como embaixadores em projeto que estimula o interesse pela ciênciaFoto: Arquivo Pessoal/Chislene Oliveira e Kaio RafaelTrês jovens da Paraíba foram selecionados como embaixadores mirins do Prêmio Pop Ciência 2026, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que busca aproximar a ciência do cotidiano de crianças e adolescentes. Entre os escolhidos estão João Cícero Oliveira Neves, de 12 anos, de Cajazeiras, e Kaio Rafael da Silva Araújo, de 16 anos, de Nova Floresta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsAppUma terceira selecionada teve apenas o primeiro nome, Ana, divulgado, o g1 não conseguiu contato com ela.Criado em 2024, o programa Embaixadores Mirins reconhece crianças e adolescentes que desenvolvem ou compartilham experimentos, conteúdos e outras ações de divulgação científica. A proposta é estimular o interesse pela ciência e formar jovens capazes de levar esse conhecimento para outros estudantes, mostrando que a ciência também pode ser aprendida de forma prática, criativa e acessível.Agora no g1“Eu sempre gostei de ciência, desde bem pequeno”João Cícero já acumula mais de 30 medalhas conquistadas em olimpíadas de robótica, matemática e outras áreas, além de participar de atividades de divulgação científica.Arquivo Pessoal/Chislene OliveiraAos 12 anos, João Cícero já acumula mais de 30 medalhas conquistadas em olimpíadas de robótica, matemática e outras áreas, além de participar de atividades de divulgação científica. Aluno do 7º ano, ele conta que o interesse pela ciência surgiu ainda na infância, com experimentos realizados em casa ao lado dos pais.Entre as experiências, ele cita o tradicional vulcão feito com bicarbonato de sódio e vinagre e até a construção de um foguete em que era possível entrar. Aos 9 anos, começou a participar de olimpíadas científicas.A rotina do estudante inclui aulas pela manhã e, à tarde, atividades extracurriculares, como natação, tênis de mesa e preparação para competições. João também organiza, com um colega, revisões para outros estudantes da escola.Segundo ele, colegas e familiares também recorrem à ajuda dele quando precisam desenvolver projetos. Um dos exemplos foi o auxílio a um primo que mora em São Paulo na construção de um carrinho com materiais recicláveis.A seleção para o Prêmio Pop Ciência, segundo João, não ocorreu por causa de um único projeto. Ele apresentou um portfólio com palestras realizadas em escolas, oficinas de foguetes, conteúdos sobre astronomia e astronáutica, além de certificados obtidos em olimpíadas científicas.João Cícero tem 12 anos, e é um dos Embaixadores Mirins do MCTI, na ParaíbaArquivo Pessoal/Chislene Oliveira“Ser embaixador Mirim Pop Ciência é uma honra e uma oportunidade de levar ciências até mais crianças, dividir meus conhecimentos e divulgar ciência aqui na Paraíba.”Para o estudante, a ciência pode estar presente em atividades que fazem parte do cotidiano, e deixa uma reflexão para outras crianças que não gostam muito da área.“Você gosta de saber como é o universo? Como as coisas funcionam? Gosta de tecnologia? Então você gosta de ciências e nem sabe.”João afirma que tem interesse principalmente por astronomia, astronáutica e matemática e pretende seguir carreira como engenheiro aeroespacial.A mãe dele, Chislene, acompanha a trajetória do filho e participa da organização das palestras e atividades. Para ela, as conquistas acadêmicas são motivo de orgulho, mas o desenvolvimento pessoal do estudante tem um significado ainda maior.“Nada supera ver ele crescendo sendo uma pessoa generosa, gentil. Ele gosta de estudar e gosta de ensinar, mas é um menino que ainda brinca no pula-pula.”Chislene também destaca uma experiência do filho em um clube de ciências, onde aprendeu a participar de uma iniciativa de caça a asteroides. Depois, João formou uma equipe com colegas da escola e ensinou os estudantes a utilizar o programa.Kaio quer levar ciência para outras escolasKaio Rafael da Silva Araújo, de 16 anos, é aluno do 2º ano do curso técnico de Informática da ECIT Jornalista José Itamar da Rocha Cândido, em Nova Floresta.Arquivo Pessoal/Kaio RafaelOutro paraibano selecionado é Kaio Rafael da Silva Araújo, de 16 anos. Ele é aluno do 2º ano do curso técnico de Informática da ECIT Jornalista José Itamar da Rocha Cândido, em Nova Floresta.Vindo de uma família de educadores, o estudante desenvolve projetos científicos e participa de competições e programas de formação na área de tecnologia. Entre os trabalhos apresentados no portfólio está o Arbotech, projeto voltado ao combate às arboviroses no município de Cuité.A proposta utiliza uma armadilha tecnológica e uma plataforma para visualização, em tempo real, dos dados coletados, com o objetivo de contribuir para ações de prevenção e combate às doenças.Kaio também participou de competições internacionais. Segundo ele, ficou entre os 20% melhores alunos do mundo em uma competição internacional de química e participou da Olimpíada Internacional de Matemática e do Conhecimento.Outra experiência foi a participação no AFS Global STEM Innovators, para o qual recebeu uma bolsa integral entre 50 estudantes selecionados em todo o Brasil. A escolha como embaixador mirim representa, para Kaio, uma oportunidade de ampliar as ações de divulgação científica que já desenvolve na escola.O estudante pretende atuar em projetos como a FICA (Feira de Inovação e Ciências da Caatinga) e o STEAM itinerante, iniciativa que leva atividades relacionadas a ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática para outras escolas.“A ciência é para todos. E eu estou disposto a levar essa bandeira comigo até o último dia em que eu optar.”Estímulo a outros estudantesKaio Rafael, de 16 anos, é natural de Nova Floresta, na ParaíbaArquivo Pessoal/Kaio RafaelKaio também participa do Laboratório de Inovação e Protagonismo Estudantil (LIPE), espaço criado na escola para estimular o protagonismo dos estudantes e o desenvolvimento de projetos.Para ele, o interesse pela ciência está ligado à curiosidade e à vontade de compreender fenômenos que estão além do conteúdo tradicional da sala de aula.“Buscar ciência não é apenas querer ser cientista, mas fazer a diferença e deixar a nossa marca.”A rotina, no entanto, exige conciliação entre estudos, projetos, exercícios e outras atividades. O estudante afirma que o processo nem sempre é fácil, mas atribui parte dos resultados à disciplina e à constância.“A realização acadêmica, eu acredito que muito disso se dá não por nossa vontade, mas pela constância.”Kaio pretende cursar Ciência da Computação e considera posteriormente uma formação em Engenharia de Software ou Engenharia da Computação. Apesar de já ter planos para o futuro, afirma que ainda pretende conhecer outras possibilidades ao longo da trajetória acadêmica.Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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