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PF investiga pagamento de R$ 30 milhões para funcionamento da Pixbet com dinheiro ilícito

G1 PB

14/08/2026 às 12:52

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Operação da PF investiga grupo suspeito de lavar dinheiro de apostas esportivas ilegaisA Polícia Federal afirma que a outorga, ou seja, a autorização para funcionamento da empresa Pixbet, no valor de R$ 30 milhões, foi paga com dinheiro ilícito. A Operação Arena, deflagrada na quinta-feira (13) para investigar a conduta da empresa, apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas. LEIA TAMBÉM:PF investiga uso de CPFs de 549 mortos em operações de câmbio ligadas a esquema de betsEntenda esquema de lavagem de dinheiro de apostas alvo de operação na PB e em outros estadosDono da Pixbet, investigada por exploração de jogos de azar, é abordado pela PF e tem carro apreendido, na ParaíbaDe acordo com as investigações, a atuação nacional da Pixbet com base em licenças estaduais foi invalidada pela Justiça em 2025. No entanto, a empresa conseguiu uma outorga junto ao Ministério da Fazenda, no valor de R$ 30 milhões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsAppFachada da sede da PixBet em Campina Grande, Agreste da ParaíbaGeraldo Jerônimo/TV ParaíbaPara a PF, a soma do valor é fruto de exploração ilícita, desde 2012, por meio de jogos por apostas fixas remetidas para uma empresa que nunca existiu. Ou seja, a lei que habilita a exploração da atividade da Pixbet foi paga com dinheiro fruto da exploração ilegal da atividade.As investigações também apontam que todo o processo de envio do dinheiro para exterior era fruto de uma simulação, ou seja, dinheiro evadido.O g1 entrou em contato com a defesa da Pixbet. A defesa da empresa disse que não teve acesso a determinação que autorizou a operação e que foi "pega de surpresa". A defesa disse ainda que, quando tiver acesso a decisão, vai se manifestar.O Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet, empresa de apostas esportivas com sede em Campina Grande, na Paraíba. A medida cautelar também estabelece o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários.Como funcionava o suposto esquema de lavagem de dinheiro da PixBetArte/G1Entenda como funcionava esquemaDe acordo com a Polícia Federal, o dinheiro que vinha das apostas feitas na Pixbet era enviado para o exterior através de empresas de compensação financeira.Depois, os valores eram recebidos por uma empresa de fachada, sem funcionários ou atividade econômica, registrada em Curaçao, um paraíso fiscal.Depois de receber o dinheiro, os sócios da empresa solicitavam pagamentos justificados por notas fiscais, emitidas pela empresa em Curaçao sem que nenhum serviço fosse prestado efetivamente.Com as notas fiscais detalhando os serviços, o dinheiro retornava ao Brasil como pagamento por supostos serviços contratados fora do país, aparentando ter origem lícita e voltando, por fim, ao patrimônio da próprio empresa ou dos sócios envolvidos.MP e Receita Federal miram grupo por exploração de jogos de azar e apostas na Paraíba e mais quatro estadosPolícia FederalOperação Arena investiga o casoA Operação Arena investiga um grupo empresarial suspeito de usar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e o destino de dinheiro obtido por meio de jogos de azar e apostas esportivas.Ao todo, são 19 mandados de busca e apreensão cumpridos na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Também foram determinadas medidas de quebra de sigilo bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão.Na Paraíba, a sede da Pixbet, em Campina Grande, foi alvo de busca e apreensão. A casa de um homem apontado como "laranja" do grupo também foi alvo da operação. O dono da Pixbet também foi abordado pela PF.Os investigados podem responder por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional.O advogado Nelson Wilians foi alvo da operação em uma residência dele em São Paulo. Os agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na mansão do advogado em decisão tomada pela Justiça da Paraíba.Por meio de nota, o advogado Santiago Schunck, que representa Nelson Wilians, disse que a relação entre o escritório do seu cliente e a PixBet "é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia".Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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